Fogo: Depois do pior dia, um dia menos mau

4/12/2014 07:54 - Modificado em 4/12/2014 07:54
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Saulo Montrond10Já ninguém faz previsões sobre o comportamento do Vulcão do Fogo. Apenas constata-se o que vai acontecendo. E assim sendo , todos diz  que “Depois do pior o dia um dia  menos mau”. É assim que pode ser caracterizado o 12ª dia da erupção vulcânica.

 

Um dia em que a lava do vulcão de Chã das Caldeiras abrandou o ritmo durante a madrugada de hoje, movendo-se a menos de um metro por hora, disse à agência Lusa uma responsável do Observatório Vulcanológico de Cabo Verde (OVCV .Segundo Sónia Silva Vitória, presidente da comissão técnica e científica do observatório, o vulcão na ilha do Fogo continua com três focos activos e a lava continua a ser libertada e a fluir, mas mais lentamente, a menos de um metro por hora”, tendo de se ter sempre em conta o fator da imprevisibilidade.  E assim parece que Deus e o Vulcão ouviram as preces de Luís Pires , presidente da Protecção Civil  local  e “”Foi uma noite tranquila, porque a lava está estável, está tudo muito calmo”, disse à Lusa, por telefone, o coordenador das operações do Serviço de Protecção Civil (SNPC) de Cabo Verde, Nuno Oliveira

A calma mantém-se ao longo de todo o dia de ontem. O que acabou  por permitir “descansar um pouco” o contingente de segurança que pernoita em Portela, a maior povoação de Chã das Caldeiras, o planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos.

 

Portela depois do pior dia

Portela  que tinha assistido no dia anterior a fúria da lava consumir , quase metade   do  povoado  : soterrando quase meia centena de habitações, a sede do Parque Natural do Fogo, uma escola, bem como cisternas, currais, casas de apoio à agricultura e uma extensa área de agricultura e pastorício, teve também um dia calmo .No localidade de acordo com a Lusa  “encontra-se apenas o contingente de segurança, composto por elementos da polícia nacional, das Forças Armadas, da Protecção Civil e voluntários da Cruz Vermelha, que estão também a apoiar os trabalhadores da Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras que continuam a retirar parte dos mais de 200 mil litros de vinho com a ajuda de uma moto bomba.

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