Julgamento do assassinato de Emanuel Spencer vai ser à porta fechada

3/12/2014 07:21 - Modificado em 3/12/2014 07:21
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EngEmanuelSpencerComeça hoje, na cidade da Praia, o julgamento dos dois homens acusados de terem assassinado o empresário Emanuel Spencer. O ex-ministro dos governos do MpD, José António dos Reis, também é arguido no processo, acusado de ter comprado bens da vítima.

De acordo com dados do processo, Reis terá comprado um IPAD que pertencia ao empresário. E terá sido através da localização do tablet que a PJ chegou a “Piralau” e a “Djoca” que acabaram por ser acusados do assassinato de Spencer. Mas este caso ainda tem mais certezas que dúvidas e “poucos dados do processo chegaram à imprensa” e os que chegaram não permitiram saber o que de facto ocorreu na cidade da Praia no dia 31 de Agosto de 2013, em casa de Emanuel Spencer. Sabe-se que a causa da morte foi asfixia. Informação que, na altura, foi confirmada pelos familiares. Mas, quanto ao móbil do crime, o que havia nessa ocasião era de muita especulação. Alguém dizia que o empresário conhecia as pessoas que estiveram no seu apartamento e que “terá havido jogos sexuais” entre eles, mas o juiz amanhã quer provas para acabar com as especulações e fazer luz sobre esse caso.

À porta fechada

O julgamento será à porta fechada. Este online tentou saber qual das partes solicitou e teve a aprovação do juiz para que o julgamento fosse realizado à porta fechada mas não conseguimos apurar. O certo é que no nosso ordenamento jurídico o juiz poderá, a fim de proteger as vítimas e as testemunhas ou o acusado, decretar que um acto processual se realize, no todo ou em parte, à porta fechada ou permitir a produção de provas por meios electrónicos ou outros meios especiais. Estas medidas aplicar-se-ão, nomeadamente, no caso de uma vítima de violência sexual ou de um menor que seja vítima ou testemunha, salvo decisão em contrário adoptada pelo Tribunal, ponderadas todas as circunstâncias, particularmente a opinião da vítima ou da testemunha. Neste caso, tudo indica que o motivo da medida excepcional tem a ver com a violência sexual.

 

 

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