Sem dinheiro das despesas fúnebres: autoridades bolivianas ameaçaram jogar o corpo da estudante numa vala comum

1/12/2014 07:01 - Modificado em 1/12/2014 07:01

Ailne da CruzAs autoridades bolivianas ameaçaram jogar numa vala comum, o corpo da jovem estudante cabo-verdiana, Ailine da Cruz, encontrada sem vida no seu apartamento em Bolívia no passado dia 23 de Novembro. Isto porque não havia dinheiro para o pagamento das despesas fúnebres

O corpo da estudante, Ailine da Cruz, que supostamente terá colocado termo á vida em Bolívia, poderia ter sido jogado numa cova  onde são jogados um conjunto de cadáveres que não podem ser colocados em sepultura individual, ou que são de origem desconhecida ou ainda não reclamados. Na maioria das vezes os mesmos não são registados nos locais onde foram enterrados. Quem evitou esse desfecho foi a patrão da Ailine uma boliviana que sentiu-se sensibilizada com a situação e emprestou dinheiro aos colegas de Ailine para algumas despesas. O que possibilitou que o corpo fosse cremado. Neste momento os colegas que se encarregaram de evitar o pior tratamento a estão em divida, com a ex- patroa de Ailine. Aguardam que cheguem os apoios financeiros solicitados aos familiares e as autoridades nacionais para puderem saldar as dívidas. Recorda-se que os familiares de Ailine não conseguiram o montante exigido para o transporte do corpo pelo que autorizaram a cremação do corpo da estudante em Bolívia. A cerimónia da cremação realizou-se na presença da comunidade estudantil, ali residente.

Este caso volta a chamar a atenção para a situação em que se encontram muitos dos nossos estudantes na Bolívia. Estes, por sua vez, consideram que estão “abandonados pelas autoridades cabo-verdianas” e apelam a uma maior sensibilidade com eles, uma vez que não dispõem de uma embaixada, consulado,  e por isso não têm onde recorrer em casos de aflição ou de necessidade.

  1. Sérgio Santos

    A população caboverdiana está à espera do laudo da medicina legista boliviana que comprove a tese do suicídio. Valendo tão pouco o ser humano a ponto de ser de mostrar a intenção de o despejar numa vala comum pela ausência de meios financeiros para um funeral minimamente condigno, não se pode confiar nessa mesma tese de suicídio. O Ministério de Negócios Estrangeiros deve procurar esclarecer de vez esta situação.

  2. Dora Pires

    Lamentamos o sucedido e louvamos o apoio dos colegas e da patroa dela. Realmente muito se fez, tanta insistência com o governo para pelo menos negociar com o governo/ministério de educação de Bolívia para facilitar o reconhecimento dos documentos escolares dos nossos filhos para evitar a quantidade de exames e muitos meses esperando a defesa do trabalho final e nada.
    O embaixador de Portugal até ofereceu em ajudar os nossos estudantes aí e o governo não fez nada. Cerca de 300 estudantes sem apoio nenhum do estado/governo de Cabo Verde. Somos responsáveis ao enviar nossos filhos sim, mas pagamos impostos , somos cidadãos e o que foi solicitado pelos pais e encarregados de educação é justo mas nenhuma resposta do governo. Que sua alma descansa em paz e conforto à família. Coragem aos colegas e dediquem para regressarem em breve vitoriosos.

  3. Samira

    A ser verdade, não pode haver maior tristeza! A coisa já é difícil em países com representação diplomática, agora nem imagino o que é num país onde praticamente não temos representação. Ainda assim é preciso haver muito má vontade para fazer esse tipo de ameaças/acções. Isso já é motivo para ninguém de Cabo Verde ir para lá estudar! Se não me engano, em 2009 já foi prometido um consulado na Bolívia. O que aconteceu? De qualquer maneira, caso não haja condições mínimas, não preencham as vagas!!

  4. Mitinho

    Triste..os deputados da nação deviam sensibilizar com este facto e fazer uma “caridade” aos familiares da Ailine. pois é o povo que é obrigado e escutar desaforos e má-criação que acontece no Parlamento.

  5. Julio Pereira

    É triste e lamentável o que aconteceu com Ailine, colega dos nossos filhos estudantes na Bolivia. Lametámos também profundamente o não pronunciamento por parte das autoridades locais, sobre esse acontecimento, que abalou todos os pais e a comunidade estudantil, naquele país. Aos nossos filhos estudantes força e coragem, para atingirem os objectivos. O País aguarda pelo vosso regresso triunfal para darem o valioso contributo.
    Paz a Sua alma e que Deus conforte os pais e demais familiáres.

  6. E lamentavel esse noticia..no tem famila..es te fka te uvi ess bestera es te fka e te preocupa…antes de publica bsot tenta sabe uke te pasa…pelo amor de deus…bsot rtcha esse coitada descansa se alma…

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