Erupção vulcão do Fogo: as próximas 24 horas são decisivas

24/11/2014 07:21 - Modificado em 24/11/2014 08:42
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vulcão17A erupção vulcânica, que começou ontem de manhã, na ilha do Fogo pode provocar um desastre natural com elevados estragos materiais apenas comparáveis à erupção de 1951. Santa Catarina e Mosteiros são os dois municípios em maior risco, mas temem-se consequências para todo o país, isto num ano em que houve um mau ano agrícola. Atento a esta situação está o Governo que numa reunião de emergência do Conselho de Ministros decidiu e adoptar várias medidas para fazer face ao desastre natural.

 

Uma dessas medidas pode passar por um pedido de ajuda internacional. Mas isso depende da evolução da situação no terreno. Em particular se verificar a abertura de outro foco, agora na zona sul. Mas até  às 2 horas os dados recolhidos no terreno indicavam que foram causados danos consideráveis: habitações e estrada, a zona agrícola local, especialmente a de vinha. Em risco está também o edifício sede do Parque Nacional da ilha, inaugurado em Março deste ano. Mas no tocante a evacuação da população de Chã das Caldeiras, Luís Pires, presidente da Câmara Municipal de São Felipe disse, as 23 horas de Domingo, que faltavam retirar do local cerca de 200 pessoas. Mas que a operação decorria normalmente e que as pessoas mediante a possibilidade do corte da estrada o que isolaria a Chã decidiram sair. Isto depois de terem a garantia que os seus bens não seriam pilhados.

 

Não existem vítimas

 

O edil de São Felipe, que vinha de Chã de Caldeiras, confirmou que não existem vítimas: nem mortos nem feridos. Apenas danos materiais que podem vir a ser avultados dependendo do caminho que as lavas vão fazer. As últimas informações, às 2  horas, davam conta que  “Há duas bocas de lavas e o volume das lavas é bastante grande. Uma já cortou a estrada principal e a está dirigir-se para Curral de Asnos e começou já a comprometer a via alternativa. Pelos meus cálculos, a via ficará complementarmente comprometida dentro de algumas horas”, advertiu Fausto do Rosário, que acompanhou a erupção de 1995.

Os técnicos de geofísica dizem que é cedo para saber que caminho a erupção pode seguir. Dizem que um momento de acalmia pode indiciar uma fase turbulenta, por isso é preciso esperar pelas próximas 24 horas para ver como vai evoluir a erupção.

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