José Sócrates detido

22/11/2014 11:00 - Modificado em 22/11/2014 11:05

socratesO antigo primeiro-ministro José Sócrates foi detido esta sexta-feira à noite. José Sócrates terá chegado ao aeroporto da Portela, em Lisboa, cerca das 22h45 num voo da Air France.

 

Segundo apurou jornalista do Correio da Manhã Octávio Lopes, José Sócrates foi detido assim que desceu as escadas do avião e levado para uma zona de acesso restrito, à qual apenas as autoridades têm acesso. Foi levado para o parque de estacionamento e de lá saiu acompanhado por pelo menos dois elementos da Polícia Judiciária.

De acordo com uma nota da Procuradia-Geral da República (PGR) enviada à comunicação social, o ex-primeiro-ministro é um dos quatro detidos por suspeitas dos crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

O mesmo comunicado refere que estas detenções foram efetuadas na “sequência de deligências desencadeadas nos últimos dias”, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público. A PGR afirma ainda que três dos detidos foram presentes ao juiz de instrução criminal esta sexta-feira. Sábado será a vez de José Sócrates ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre.

jose socratesAs buscas foram realizadas em vários locais, tendo envolvido quatro magistrados do Ministério Público e 60 elementos da autoridade Tributária e Aduaneira e da PSP. Na nota, a PGR precisa que este inquérito, que “investiga operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível, se encontra em segredo de justiça” e que “é independente do denominado inquérito Monte Branco, não tendo tido origem no mesmo”.

A casa que José Sócrates comprou em Paris, por cerca de 3 milhões de euros, e o estilo de vida que o ex-governante leva – sem que seja conhecida a proveniência do dinheiro – serão alguns dos pontos que Socrátes terá de esclarecer ao Ministério Público.

Grupo Lena nega detenções

Na sequência de notícias que dão conta da detenção de três quadros do Grupo Lena, este grupo empresarial enviou um comunicado à comunicação social, afirmando que “é falso que haja quaisquer detenção de responsáveis ou colaboradores do Grupo Lena, seja a que título for”.

No mesmo documento a empresa confirma a existência de buscas, durante a tarde e noite desta sexta-feira, mas acrescenta que estas não incidiam “na atividade empresarial do grupo Lena”.

 

cm.pt

  1. roxana aguilera cald

    como se chama no codigo Penal : ser ministrro das infraestructura y detentar la empresa q fiscaliza a construtora nominada para una obra publica ??

  2. Mindelo

    Quando é q a nossa justiça começa a funcionar assim?

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