Electra desmantela redes de roubo de energia: ” não vale a pena furtar energia”

21/11/2014 07:08 - Modificado em 21/11/2014 07:08

roubo energiaA Electra Norte em São Vicente tem levado a cabo um programa de luta contra o “roubo e furto de energia eléctrica” com o desmantelamento de redes clandestinas em várias zonas da ilha. Bela Vista, mais concretamente na zona de Alto Canecom e Covada d’Bruxa, Pedra Rolada, Espia e outras localidades, tais como Monte Sossego, já foram alvo destas operações. O trabalho consiste em desmantelar as redes e o perigo que representam.

 

Este trabalho faz-se importante como explica o Eng.º Ricardo Martins, director de transporte e distribuição de energia da Electra, que afirma que “alguém está a consumir energia de graça”. E a energia é um produto que tem o seu custo de produção. E defende que as redes clandestinas são um problema tanto para a empresa como para os consumidores. “Para a Electra ser uma empresa viável, todos têm de pagar o consumo e se todos pagassem o consumo, a Electra tornar-se-ia numa empresa provavelmente de longe muito melhor do que é hoje”, frisa Ricardo Martins.

Acrescenta ainda que, se todos pagassem pela energia consumida, a empresa teria uma boa tesouraria que possibilitaria fazer manutenções programadas e evitar avarias e estar em condições de prestar um melhor serviço e a qualidade do serviço “aumentaria significativamente”.

Em relação ao cliente, Ricardo Martins diz que seria o mais beneficiado. “Porque o consumo ilegal é uma sobrecarga na linha porque não está preparada e provoca perda de qualidade da energia que estamos a fornecer ao cliente que tem um contrato legal”, menciona.

Custos da operação

Dos resultados dos últimos três meses, estas operações apresentam um custo de cerca de três milhões de contos para a Electra. Entre os custos, a Electra contabilizou o custo de energia consumida ilegalmente, o custo estimativo de danos introduzidos na rede pelas ligações clandestinas, para além dos custos das operações e dos custos processuais.

Encaminhamento das pessoas em situação ilegal

As pessoas apanhadas em situação de ilegalidade, como explica o director de transporte e distribuição de energia da Electra, são encaminhadas para o Tribunal. As acções de desmantelamento são acompanhadas por agentes da Polícia Nacional. A PN notifica as pessoas e os processos são enviados para o Tribunal onde a Electra apresenta uma queixa para “reforçar o processo”.

Com a entrada em vigor da lei que criminaliza o roubo de energia, Ricardo Martins acredita que se as pessoas começarem a ser penalizadas “entenderão que não vale a pena furtar energia”.

  1. Antonio

    BurroS a lei ainda nao entrau em vigor, foi somente aprovada. So a partir de dezembro, porque nao esperar que a lei entre em vigor so assim tera efeito. A eletra é tao incopetente que nem sabe que essa operacao nao tera efeito nenhum. Isso que da ter quadros so de tachos

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