Ministério da Justiça falha data de pagamento dos retroactivos à PJ: ASFIC/PJ espera só até hoje

17/11/2014 07:03 - Modificado em 17/11/2014 07:03
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pagar dinheiroO Ministério da Justiça ainda não pagou os retroactivos dos funcionários de Investigação e de Apoio à Investigação Criminal da Polícia Judiciária. O acordo estabelecido no dia 3 de Novembro com a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação e de Apoio à Investigação Criminal da Polícia Judiciária que evitou a greve, previa que 70% dos retroactivos deveria ser pago até ao dia 15 de Novembro, sexta-feira. Mas nessa data, o dinheiro ainda não tinha entrado na conta dos funcionários da PJ o que gerou um certo descontentamento e mau estar na corporação. Muitos agentes ficaram apreensivos com mais este incumprimento do Ministério da Justiça, afirmando que “nós cumprimos com a nossa parte. Mesmo nesta situação, onde uma decisão do Tribunal é ignorada, continuamos a trabalhar e a dar o nosso melhor para combater o crime, como se viu na recente operação “Perla Negra”.

 

Mário Xavier,  ASFIC/PJ, disse ao NN que “com efeito, até sexta-feira dia 15, o pagamento dos retroactivos ainda não tinha entrado nas nossas contas”. Lembra que o acordado era até ao dia 15 e a tutela deveria ter cumprido com o acordado “porque foi mediante esse acordo que suspendemos a greve”. Xavier diz que a  ASFIC/PJ vai esperar, até hoje, 2ª feira, 17 para ver o que acontece, pois acredita que o “pagamento não foi feito devido à proximidade do fim-de-semana”. O certo é que a paciência dos membros da  ASFIC/PJ chegou ao fim e não “estamos dispostos a continuar a negociar com quem não cumpre com a palavra dada”.

Hoje esta situação pode ficar esclarecida e o NN sabe que o Ministério da Justiça tem de cumprir com a palavra dada pois os custos políticos por ter recuado, seriam elevados. Isto numa altura em que a imagem dos agentes da PJ está em alta devido à resposta que deram ao crime organizado em Cabo Verde, destacando-se a apreensão dos 521 quilos de cocaína em São Vicente e a apreensão de milhares de contos em dinheiro e bens que vão reverter a favor do Estado.

 

 

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