Tio obriga comerciante a devolver os materiais

12/11/2014 07:06 - Modificado em 12/11/2014 07:06

SucataFamiliares de um menor envolveram-se numa briga com um comerciante de sucata por este  ter comprado objectos numa criança de dez anos. O comerciante foi atingido com uma pedrada nas costas.

 

Na zona de Monte Sossego, um indivíduo do sexo masculino, comerciante de sucatas foi agredido com uma pedra nas costas por ter comprado objectos numa criança de dez anos. A criança terá subtraído da própria casa uma fechadura e duas torneiras e vários outros objectos e vendido no comércio do ferro-velho. Luís, o comprador, limitou-se a comprar os objectos na criança e diz ter oferecido 500 escudos pelos objectos.

Ilídio, tio da criança, diz que a mesma costumava procurar sucatas na rua para vender e que desta vez, não tendo encontrado nada, resolveu subtrair os objectos de casa no sentido de os vender. Logo que foi informado do sucedido, o mesmo procurou o comerciante para reaver os objectos, mas este negou devolvê-los agredindo-o verbalmente. Ambos desentenderam-se e Ilídio diz ter sido agredido com um soco no nariz e, para se defender, agrediu de seguida o comerciante com uma pedra nas costas.

O tio da criança acredita que não se devem comprar objector a menores, muito menos no ferro-velho, uma actividade onde não existe qualquer controlo. Ilídio é da opinião que o comércio do ferro-velho deveria ser uma actividade legal, contudo, tem sido uma situação que tem vindo a aliciar muitas pessoas a obterem dinheiro fácil, sobretudo crianças, e muitas famílias estão a ser prejudicadas porque subtraem objectos dentro de casa para venderem nos ferros-velhos a baixo custo.

O comércio do ferro-velho é uma actividade praticada em quase todas as ilhas do país. Todos os materiais são comprados e vendidos a quilo. O ferro, por exemplo, é vendido entre 10 a 20 escudos o quilo. O alumínio, o cobre e o bronze são mais caros, custam 150 escudos/Kg

Ilídio apela às autoridades para fazerem o controlo do comércio do ferro-velho e ainda dos cidadãos africanos que fazem o comércio ilegal do ouro e que têm vindo a trazer diversos constrangimentos para a sociedade.

O comércio do ferro-velho tem vindo a envolver muitas crianças e tem dado muito que falar. Nos últimos dias um grupo de adolescentes e uma criança de 10 anos, residentes em Fonte Inês, assaltaram e roubaram diversas peças de veículos. O caso está sob a alçada do Tribunal de São Vicente.

  1. as famílias e as autridades tem de ter em atenção que muitas crianças andam a abandonarem as escolas para fazerem essas praticas, que coloca o futuro deles em perigo.

  2. JOÃO FORTES

    a polícia judiciária já sabe sobre crianças que andam a roubar ferro velho e não só para venderem. Tenho um caso que aconteceu em Chã de Marinha desde 2011 (roubaram-me dois contadores de água), denunciei na PJ e ainda aguardo resposta. Denunciei as crianças ( 2 alunos da escola de craquinha) o próprio comprador também da ribeira de craquinha com nome e tudo. já fui diversas vezes à PJ e ainda agardo uma resposta por parte da PJ.

  3. Atento

    Há uns anos atrás, um grupo de alunos do 7º ano da escola Jorge Barbosa foram pegos a roubar torneiras e mangueiras das casas de banho, foi chamada a PJ, e descobriram que bandidos da ilha de Madeira os ameaçavam se senão levassem esses materiais, inclusive alguns destes alunos foram responsáveis por roubar telemóveis, ipads, etc…, Teve até situações de esse grupo ter ameaçado alunos para que entregassem os seus pertences senão seriam agredidos.

  4. S. Magalhaes

    Quem sabe talvez pensarem que deveríamos ter em Cabo Verde casas de correção, no fundo são instituições prisionais para menores de alto risco, e mediante a gravidade dos delitos estes jovens ao atingir os 18 anitos teriam que pagar os restantes anos numa cadeia normal, e se levassem a cabo esta situação num futuro próximo teríamos menos delinquentes a passear nas ruas.

  5. S. Magalhaes

    Quanto à questão da policia ser ameaçada e nada fazer, temos sempre alguns inconvenientes, entre os quais pode acontecer quem prende muitas das vezes é marcado, os delinquentes presos 48h depois estão soltos, os tribunais são lentos, a policia faz o seu trabalho sem os devidos recursos muitas das vezes, e quando se lê que a PJ nem armas automáticas de calibre de guerra tem é preocupante pq nos confrontos diretos está sempre em desvantagem, e pessoal preparado para ser carne p/ canhão temos?

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