Derrota no Senado isola Obama

7/11/2014 07:13 - Modificado em 7/11/2014 07:13
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obamaO presidente dos EUA, Barack Obama, viveu na terça-feira uma jornada eleitoral de pesadelo que o deixa totalmente isolado para os dois últimos anos de mandato. A oposição republicana conquistou o controlo do Senado e reforçou o domínio na Câmara de Representantes, alcançando a mais vasta maioria na Câmara Baixa do Congresso em mais de 60 anos.

 

Desde 2006 que os republicanos não controlavam as duas Câmaras do Congresso e conseguem-no pela primeira vez desde que Obama chegou à Casa Branca, em 2008.

O presidente do Comité Nacional republicano, Reince Priebus, considerou a derrota “uma rejeição clara das políticas de Obama”. Num tom mais moderado, Mitch McConnell, líder republicano no Senado, prometeu colaborar com o presidente em temas onde o acordo seja possível e frisou mesmo que viver num sistema político bipartidário não implica “viver em conflito permanente”.

Ao início da tarde de ontem (noite em Lisboa), Obama reagiu aos resultados numa conferência de imprensa, na qual felicitou os republicanos e fez votos para que as palavras de McConnell se traduzam numa colaboração efetiva “em benefício dos cidadãos”. O presidente fez ainda questão de frisar, apesar do castigo dos eleitores, que a economia teve um impulso que permitiu criar mais emprego. “Já não tenho ambições políticas, o que agora desejo é melhorar o futuro dos americanos”, afirmou.

Obama aproveitou ainda para anunciar que tomará novas medidas para combater a ameaça do Estado Islâmico na Síria e no Iraque e para solucionar os desafios colocados pela vaga de imigrantes clandestinos chegados, acima de tudo, do vizinho México.

 

cm.pt

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