Extractores de inertes da zona do Calhau: daqui não saio, daqui ninguém me tira

6/11/2014 07:17 - Modificado em 6/11/2014 07:17

calhauOs extractores de inertes da zona do Calhau mostram resistência quanto à desmobilização da zona do Calhau para Topim e prometem continuar a luta

 

Os trabalhadores que fazem a extracção da jorra na zona do Calhau mostram-se indignados com a desmobilização da zona de extracção para a zona de Topim. A resistência é tanta que resolveram impedir o corte da estrada que dá acesso ao local da extracção.

Mesmo depois do encontro com esses trabalhadores e de terem impedido que a estrada fosse destruída, os extractores insistem em lutar contra a desmobilização. Os mesmos consideram que a zona escolhida não lhes dá garantias e consideram que o caminho que dá acesso a Topim, zona identificada para a actividade, não dá segurança aos trabalhadores nem condições necessárias para a realização da actividade.

Os trabalhadores mostram-se insatisfeitos porque com a desmobilização e a proibição da extracção da jorra no Calhau o trabalho fica condicionado, porque enquanto a zona escolhida não estiver em condições, os mesmos estarão sem trabalhar e ainda não há um prazo para o início da actividade de extracção.

Os extractores, pais e chefes de família, mostram-se dispostos a tudo para garantirem os seus postos de trabalho e prometem continuar a luta.

Recorda-se que a extracção de inertes na zona do Calhau, do Lazareto em São Vicente e do Monte Vermelho na cidade da Praia foi proibida desde o dia 1 de Novembro.

As áreas identificadas pela Direcção-Geral do Ambiente são: o Monte dos Bodes e o Monte das Vacas todos na cidade da Praia, mas a extracção é feita mediante solicitação por parte das empresas interessadas.

Segundo o director da Direcção-Geral do Ambiente, Moisés Borges, todo o processo deverá estar em conformidade com a lei que fez o estudo do impacte ambiental e que enquadra a exploração de inertes em Cabo Verde para se poder fazer o trabalho dentro da legalidade. Já na ilha de São Vicente, na zona do Lazareto, a extracção da areia é concedida apenas mediante licença, caso alguma pessoa fizer ilegalmente a extracção do inerte, estará sujeita a sanções.

Para Moisés Borges, a criação das estratégias servem para a regularização da extracção de inertes por todo o país, tendo em conta as áreas urbanas do Monte Vermelho e do Calhau para que não fiquem no estado em que se encontram o Monte dos Bodes e o Monte das Vacas.

O mesmo avança que para quem faz a extracção de inertes de forma ilegal, o Governo não deverá assumir qualquer tipo de responsabilidade. “Sendo uma actividade ilegal não parece ser credível solicitar ao Governo que crie alternativas a esta actividade”.

  1. Anete Vital

    Parecendo que não, trata-se de um acto de selvajaria e continuam porque as autoridades não mexem uma palha. Depois serà tarde

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