Facebook é cada vez mais rede de notícias

30/10/2014 07:57 - Modificado em 30/10/2014 07:57
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facebookAs redes sociais, com o Facebook, o YouTube ou o Twitter estão a mudar a forma como os leitores recebem conteúdos noticiosos. É esta a conclusão de um estudo do Pew Research Center, uma organização norte-americana responsável por analisar os comportamentos sociais relativos à imprensa, à política e à opinião pública.

 

De acordo com as investigadoras Monica Anderson e Andrea Caumont, o Facebook já é um dos principais canais através dos quais os internautas norte-americanos recebem notícias. Dois terços dos utilizadores de Internet norte-americanos têm Facebook e 30% deles recebem notícias através da famosa rede social.

Do público-alvo ao leitor fiel

Dos leitores norte-americanos que recebem notícias pelo Facebook, metade partilha a informação, 46% comenta e discute e a nova tendência é a do “leitor-jornalista”: 14% partilha fotos próprias com jornais e 12% faz o mesmo com vídeos.

O gigante das redes sociais surge cada vez mais como a grande oportunidade de negócio para os jornais e, como mostra o estudo, faz as audiências disparar. No entanto, o sucesso não é garantido: os jornais têm que conhecer bem o que procura o público-alvo e como o conquistar.

Como mostra o estudo do Pew Research Center, o leitor fiel – aquele que consulta diretamente o sitenoticioso – passa mais tempo a ler notícias online (4:26 minutos), consulta mais páginas (cerca de 25) e garante mais visitas diárias (mais de dez). Por contraste, o leitor de notícias no Facebook gasta 1:41 minutos na página do jornal, consulta quatro páginas web e garante apenas três visitas diárias.

Estratégia nas redes sociais

Para agregar o público do Facebook, há que definir uma estratégia que responda ao que este procura, para tornar o visitante ocasional em leitor fiel de um jornal online.

As investigadoras estudaram os temas das notícias que os internautas mais consultam: entretenimento, pessoas e eventos da comunidade, desporto, governo e política nacional e crime surgem no topo das preferências dos leitores. Ciência, negócios e internacional não agradam tanto aos leitores de notícias no Facebook.

Uma estratégia que responda às preferências dos leitores de um jornal pode significar um crescimento exponencial das audiências. Um passo em falso nas redes sociais pode pôr em causa o jornal inteiro, até porque, como explica o estudo, as repercussões são mais imediatas e mais fortes na era do jornalismo online.

 

cm.pt

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