Mindelenses não concordam com a atenuação da pena de Ilaugino Fortes

27/10/2014 07:19 - Modificado em 27/10/2014 07:19

cela-prisaoEm São Vicente, muitas pessoas não ficaram satisfeitas com a atenuação da pena de 12 anos e oito meses de prisão e mais uma indemnização de mil contos à família da vítima. O agente da PN, Ilaugino, foi condenado pelo assassinato de Celso, companheiro da sua enteada na zona de Ribeira de Craquinha no ano passado.

 

Os mindelenses mostram-se insatisfeitos com a decisão do Juiz Manuel Andrade que condenou o arguido Ilaugino Fortes a uma pena de 12 anos e oito meses de prisão e a pagar uma indemnização de mil contos à família da vítima.

Givanilson Coronel considera injusta a condenação. “Vendo a situação da forma como foi considerada pelo Juiz, teremos, em Cabo Verde, um enorme número de criminosos, assassinos por causa do álcool, porque qualquer cidadão que esteja em situação de vulnerabilidade por causa do álcool, poderá cometer um assassinato e ver a sua pena baixar. Quem ajudará a mãe dos menores a criar os filhos? O mesmo questiona ainda sobre a justiça de Cabo Verde e diz que foi injusta.

Emanuela também é da opinião que Ilaugino não mereceu ver a pena atenuada visto que matou um cidadão a sangue frio com cinco tiros, ainda mais com a arma de trabalho. Considerando as ofensas verbais, muitas pessoas estariam mortas e outras a cumprir pena de prisão.

Carlos Gonçalves considera que a pena não foi bem atribuída e acha que a pena deveria ir pelo menos até aos 15 anos, considerando que o crime foi executado sem que o homicida demonstrasse arrependimento.

Ficou confirmado que Ilaugino esteve internado para desintoxicação e que tomava alguns medicamentos por causa do seu problema de alcoolismo e que era seguido pela psiquiatria. Além desses problemas, o arguido disse que tinha problemas familiares, tensão alta e não dormia à noite, inclusive, que tomava dois diasepans por dia, entre outros medicamentos

Recorda-se que com base no depoimento do arguido e das testemunhas arroladas ao processo e no estado de fragilidade do arguido, o juiz entendeu que Ilaugino Fortes cometeu um crime de homicídio simples.

O MP adianta ainda que Ilaugino disparou contra a vítima respondendo aos insultos e injúrias e que reagiu à provação em estado de exaltação de ânimo embora as injúrias não sejam razão que justifiquem uma morte.

Em consideração do estado do arguido na altura do crime e da confirmação dos relatórios médicos, segundo os quais Ilaugino era seguido pela psiquiatria e por psicólogos, o Tribunal atenuou a pena em consideração da articulação dos elementos do estado de fragilidade em que o arguido se encontrava.

 

 

 

 

 

  1. O ilaugino ficou sem trabalho. Perdeu mais de vinte anos de servico. Ele fez muito por esta sociedade, detendo bandidos. Que pessoas ingratas. Essas pessoas nao terao coragem algum dia chamar a Policia quando foem asssaltadas por Bandidos.
    A Ingratidao Doi! Cometeu um crime tem de pagar, mas com Justica e ela foi feita.

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