Agente da PN que matou o companheiro da enteada condenado a 12 anos e oito meses de prisão

24/10/2014 07:49 - Modificado em 24/10/2014 07:49

prisaoO Juízo Crime da Comarca de São Vicente no Mindelo sentenciou Ilaugino Fortes, agente da PN, com doze anos e oito meses de prisão e uma indemnização de mil contos à família da vítima. O arguido é acusado de matar o companheiro da enteada com a sua arma de serviço.   

 

O agente da PN, foi condenado a doze anos de prisão e a pagar uma indemnização de mil contos à família da vítima por ter disparado cinco tiros provocando a morte da vítima, Celso, companheiro da enteada, durante um desentendimento.

O caso ocorreu na residência do agente da PN, Ilaugino Fortes, a 26 de Julho de 2013, na localidade de Ribeira de Craquinha. Na sequência de um desentendimento, o agente da polícia sacou da sua arma de serviço e disparou cinco tiros contra a vítima Celso, conhecida por “Chaka”. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Baptista de Sousa.

Ficou confirmado que Ilaugino esteve internado para desintoxicação e que tomava alguns medicamentos por causa do seu problema de alcoolismo. Era seguido pela psiquiatria. Além desses problemas, o arguido disse que tinha problemas familiares, tensão alta e não dormia à noite, inclusive tomava dois diasepans por dia, entre outros medicamentos.

Com base no depoimento do arguido e das testemunhas arroladas ao processo e no estado de fragilidade do arguido, o juiz entendeu que Ilaugino Fortes cometeu um crime de homicídio simples.

Alegações

O Ministério Público adianta que o arguido foi acusado do crime de homicídio simples, crime que ficou provado, tendo o arguido confessado ter disparado contra Celso.

O MP adianta ainda que Ilaugino disparou contra a vítima respondendo aos insultos e injúrias e que reagiu à provação em estado de exaltação de ânimo embora as injúrias não sejam razão que justifiquem uma morte.

Em consideração do estado do arguido na altura do crime e da confirmação dos relatórios médicos, segundo os quais Ilaugino era seguido pela psiquiatria e por psicólogos, o Tribunal atenuou a pena em consideração da articulação dos elementos do estado de fragilidade em que o arguido se encontrava.

O advogado de defesa de Ilaugino Fortes, Edson  Costa, manifestou a sua satisfação em consideração do estado do arguido e pensa que foi justa a decisão do juiz em converter o homicídio agravado em homicídio simples, tendo em conta que o arguido não estava no seu estado normal.

O arguido aguardava a sentença em prisão preventiva na Cadeia Regional de São Vicente para onde regressou para cumprir a pena.

 

  1. UVID IMPE

    Força la colega e amigo,cumpri bo castigo la k cara levantado e bo tra ilações pa qdo bo volta pa rua bo bem kum pensamento diferente..pa familia de chaka mas concretamente bitxa policia tb so resta à consolação e a certeza de que à justiça foi feita,mas na nha opinião tt falta condenação pa alguns oficiais li de CRPNSV por não ter cumprido k sexe dever:tudo gente na SV sabia k Lau era dependente de bibidas alcoolicas,então pq exe desarmal e depois exe torna armal???Alguêm pode dzeme se kel li…

  2. UVID IMPE

    …pode ser considerode negligencia e se for parceme nôs CP t puni negligencia tb…Paz pa exe 2 familia….

  3. atento

    Diz-se diazepam e não diasepans

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.