Dor de cabeça dupla para o Ministro da Justiça : agentes prisionais e pessoal dos registos avançam para a greve.

22/10/2014 07:48 - Modificado em 22/10/2014 07:48

jose carlos correiaJá são muitos os funcionários do estado tutelados pelo Ministério da Justiça que dizem que já não acreditam na palavra do ministro. Isto porque não cumpre os compromissos assumidos em sede negociação . Aos funcionários da PJ  juntam-se os guardas prisionais  e pessoal dos Registos, Notariado e Identificação Civil e Criminal que recorrem a greve para obrigarem o ministro a cumprir as promessas feitas.

 

Continua o braço de ferro entre os agentes prisionais e o Ministério da Justiça. A greve nacional por tempo indeterminado que deve contar com mais de 160 agentes, terá início no dia 4 de Novembro.

São várias as reivindicações que os guardas prisionais querem ver resolvidas com maior urgência. O pagamento dos retroactivos, a publicação e a implementação do novo estatuto, o pagamento de horas extraordinárias, o fardamento, a nova grelha salarial.

Segundo João Neto, presidente do STCS, “darão entrada do processo no Tribunal porque não vão ficar eternamente a negociar compensações como tem sido há alguns anos para cá. O mesmo afirma que estão cansados de negociar e não se cumprir”.

Das outras greves o Ministério da Justiça  recorreu à Polícia Nacional para assegurarem o trabalho dos guardas prisionais  mas o presidente do STCS diz “que espera que desta vez não haja substituições dos agentes prisionais por polícias, porque é ilegal. Os agentes não podem ser substituídos por nenhuma outra força”.

 

Mais uma a greve 

Os funcionários dos Registos, Notariado e Identificação Civil e Criminal perderam a paciência com os incumprimentos do Governo  e para forçar uma  solução avançam para  a greve. A ASTRANIC deu entrada do pré-aviso de greve de vinte e quatro horas.
A revisão do estatuto dos funcionários, a promoção e a progressão pendentes desde 2007, o pagamento de salários e emolumentos do pessoal do quadro comum, são alguns dos vários motivos que alimentam a greve que está agendada para o dia 4 de Novembro, dia em que entrarão em greve também os agentes prisionais.

O presidente da  ASTRAN  José Mário Fernandes adianta que o estatuto deveria ter sido aprovado em Maio de 2013 e o processo tem-se arrastado durante todo este tempo com a não aprovação do mesmo e, muitas vezes, foram confrontados com a situação e, mesmo agora, ainda não há uma data para a sua realização e os trabalhadores não acreditam mais nas promessas.
O mesmo afirma que nenhum dos pontos que ficaram assentes em 2008 foi resolvido, daí que “não é possível acreditar na palavra de quem quer que seja. Neste momento, a palavra já não chega, os trabalhadores querem resultados”.

Segundo José Fernandes, quando o Ministério da Justiça não dialoga com os trabalhadores tudo se torna mais difícil.

  1. PAXENXA

    Sr Ministro deixe que esses sem afazeres entram em greve, de todo modo nada vai prejudicar porque durante todo ano ficam aí parados vendo a banda a passar.São parasitas, sem noção de professionalismo, incongruentes, imprevisiveis, oportunistas e borra botas.

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