Crianças na net sem proteção

20/10/2014 08:39 - Modificado em 20/10/2014 08:39
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netHá cada vez mais espaços de pornografia infantil espalhados pela internet, uma situação que está a preocupar instituições sociais e políticas.

 

“Portugal foi pioneiro nas linhas telefónicas para a questão das crianças desaparecidas, mas sobre botões de segurança e de supressão imediata das páginas eletrónicas com exibição de abusos sexuais ainda não estamos como deveríamos estar”, diz ao Correio da Manhã Dulce Rocha, presidente executiva do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Esta responsável adianta ainda que há “protocolos com a Microsoft e com a Google”, mas também “é preciso que os operadores [que distribuem a internet] colaborem, para que a supressão seja imediata”. Além disso, pede que haja comunicação com as instituições financeiras, “de modo a que possam ser localizados os abusadores a partir das contas de débito e crédito”. “Imagine que as supressões só são feitas três dias depois, nesse tempo há visualizações, downloads, os agressores podem ir para as salas de chat e começa a ser difícil localizá-los”, explica Dulce Rocha.

Enquanto isso, a União Internacional das Telecomunicações (UIT), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceiros da Child Online Protection Initiative lançaram, a 5 de setembro de 2014, linhas de orientação (recomendações) com o objetivo de proteger as crianças que utilizam a internet. Entretanto, Portugal ainda está a transpor uma diretiva europeia, datada de 2011, sobre o registo único de abuso sexual.

 

cm.pt

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