ONU diz que se está a perder corrida contra o ébola

15/10/2014 07:58 - Modificado em 15/10/2014 07:58
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onuO mundo está a ficar para trás na desesperada corrida para travar o surto de ébola, advertiu, na terça-feira, um alto funcionário das Nações Unidas, numa altura em que se temem milhares de novas infeções até ao fim do ano.

 

“O ébola está em vantagem em relação a nós”, afirmou o chefe da missão da ONU para a resposta de emergência ao vírus.

“Está bem longe de nós e a correr mais rápido do que nós e a ganhar a corrida”, advertiu Anthony Banbury, dirigindo-se ao Conselho de Segurança da ONU, em videoconferência a partir da sede da missão (UNMEER, em inglês), em Acra, no Gana.

“Se o ébola vencer, nós, os povos das Nações Unidas, vamos perder muito”, afirmou.

As declarações do chefe da missão da ONU para a resposta de emergência ao vírus ébola chegam numa altura em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu para a possibilidade de o surto do vírus atingir um ‘pico’ de 10 mil infeções por semana e em que os líderes mundiais se preparam para abordar a crise na ONU.

“Situação sem precedentes”

“Ou travamos agora o ébola ou enfrentamos toda uma situação sem precedentes para a qual não dispomos de um plano”, alertou.

Banbury sublinhou ainda que com as taxas de infeção a crescerem exponencialmente todos os dias, a UNMEER vai precisar de sete mil camas para tratamento.

“Há muitas más notícias sobre o ébola mas a boa notícia é que nós sabemos como pará-lo”, sublinhou o chefe da missão da ONU.

Contudo, para travar a propagação “temos de derrotar o ébola e devemos fazê-lo rapidamente”.

O diretor-geral adjunto da OMS, Bruce Aylward, disse que o vírus poderá atingir um pico de entre cinco mil e dez mil casos por semana no início de dezembro, embora ressalvando que se trata apenas de uma previsão para orientar os trabalhos no quadro da luta contra o ébola.

Os mais recentes dados apontam para o registo de 8.917 casos, dos quais 4.447 se revelaram mortais, sendo a Libéria, Serra Leoa e a Guiné-Conacri os países mais afetados pelo pior surto.

 

cm.pt

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