Bolseiros: Aluna do 4 ºano de Direito obrigada a parar de estudar porque a CMPN não pagou as propinas

14/10/2014 01:37 - Modificado em 14/10/2014 11:14
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universidadeAlunos bolseiros universitários são impedidos de assistirem às aulas devido à falta de pagamento das propinas por parte da Câmara Municipal do Porto Novo. Uma aluna do 4 º ano de Direito foi  obrigada a parar de estudar porque a edilidade não pagou as propinas a universidade onde estudava.

 

A Câmara Municipal do Porto Novo não tem vindo a realizar o pagamento das propinas dos alunos bolseiros, o que causou muita instabilidade no seio dos alunos e das famílias. A CMPN contribuía com uma bolsa de estudos para  78 alunos das áreas de Contabilidade, Gestão de Empresas, Enfermagem, Psicologia e Direito. Perante o incumprimento alguns alunos continuaram a estudar com o apoio dos pais e outros tiveram que regressar a Santo Antão.

O Município do Porto Novo assinou um protocolo com as universidades onde os alunos com menores condições financeiras poderiam beneficiar de desconto nas propinas e até mesmo arcar com as despesas da mensalidade dos alunos carenciados.

Mas a CMP não efectuou o pagamento acordado. Por isso, muitos alunos foram impedidos de frequentarem as aulas porque a Câmara do Porto Novo não cumpriu com o protocolo assinado com as universidades.

A Câmara está em dívida para com diversas Universidades do país, Uni-Mindelo, ISCEE, ICJS (Praia). As Universidades estão intransigentes e não cedem aos alunos em dívida o direito a qualquer documento e muito menos o de frequentarem as aulas.

Heidy Ferreira que iria entrar no 4º e último ano do curso de Direito na Uni-mindelo, neste momento encontra-se em casa e diz que muitos outros colegas encontram-se na mesma situação.

A aluna órfã de pai, acrescenta que os familiares não possuem recursos para arcarem com as despesas do estudo e considera  “lamentável” a situação. Muito indignada, a jovem mostra-se preocupada: “a idade avança e o mercado está a ficar saturado”. Uma situação que se vem a arrastar desde o 2º ano do curso e quando chega ao último ano, é obrigada a interromper os estudos e não sabe quando se resolverá a situação e se regressará à universidade.

Alguns dos alunos que conseguiram terminar o curso através do apoio das famílias encontram-se a realizar um estágio remunerado na própria Câmara.

Contactámos o Vereador da Educação da Câmara do Porto Novo, Miguel Autinho mas este não se encontrava disponível e até ao fecho desta edição, não recebemos nenhum contacto por parte do mesmo.

 

Corrigido às 11h14

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