Bombeiros de São Vicente querem melhores condições de trabalho

9/10/2014 07:31 - Modificado em 9/10/2014 07:31

Bombeiro-SVO Comandante dos Bombeiros de São Vicente, Jorge Leite Rodrigues acredita que para a corporação entrar numa situação de normalidade, é necessário ter, no mínimo, oito homens por piquete, viatura de combate ao incêndio, viatura média com capacidade de transportar no mínimo 2400 litros de água, duas ambulâncias novas entre vários outros equipamentos importantes.

 

Para o Comandante dos Bombeiros, Jorge Leite Rodrigues, as equipas deveriam ser formadas, no mínimo, por seis homens mas, neste momento, “temos quatro homens e, às vezes, três e quando uma pessoa tem problemas de saúde e está de baixa médica, ficamos com três pessoas no piquete, o que é muito grave”.

De acordo com a RCV, muitas vezes o Comandante dos Bombeiros faz de telefonista, para que as saídas sejam mais rápidas, “tendo em conta que às vezes, uma pessoa pode morrer por falta de assistência. Como ser humano, faço isso para viabilizar a saída das viaturas”.

Com a carência de bombeiros, muitas vezes o serviço de ambulância não é prestado na melhor das formas de higiene, como afirma João Reis, bombeiro de primeira classe e porta-voz da equipa: “um bombeiro quando está na ambulância, tem de estar somente na ambulância, porque uma ambulância exige muita higiene”. O bombeiro acrescenta que quando sai de um carro de incêndio e vai prestar assistência com fumo e com as mãos sujas, vai piorar a saúde da vítima: “não vai ser um trabalho adequado”.

Mesmo com duas ambulâncias e com as reclamações dos bombeiros, continuam a atender a todas as chamadas da população: “as ambulâncias não têm condições de andarem”. A situação das viaturas para o combate ao incêndio e ao socorro às vítimas de acidente de viação é outro problema que a corporação enfrenta: “temos uma auto-escadas que há quatro meses que está à espera de uma bomba de óleo, pois há alguns prédios grandes e não conseguimos colocar as outras escadas. Muitas vezes, os bombeiros descem em cordas colocando a própria vida em perigo”.

Os equipamentos individuais são outra grande reivindicação do combate ao incêndio: “para entrar numa casa em chamas, a pessoa tem de ter o próprio equipamento individual. Sem esse equipamento, a pessoa não está protegida e não pode entrar, pois pode sofrer uma queimadura por causa das elevadas temperaturas geradas pelo incêndio”.

  1. Mateus

    o ex comandante João Barros já tinha feitos essas recomendações. Agora é aguardar.

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