Acordo Ortográfico: “Os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso “

8/10/2014 00:12 - Modificado em 8/10/2014 00:12

acordo ortograficoO juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo “Casa Pia” e que agora está colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico. O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril, onde se podia ler que esta “fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (…) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais”.
A DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que “a Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços”, diz o juiz, acrescentando que “nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário”.

cm.pt

 

  1. Eduardo Oliveira

    Capricho de gente procurando protagonismo. O mesmo sucede na nôs terra com os xenôfobos, megalômanos. Daqui a pouco podemos ter um ministro a querer impor a “lingu kauberdianu” por esse mundo fora, porque é cultura e cultura é a nossa segunda fonte de riqueza.
    Modéstia, minha gente, modéstia. Somos pequenos e não vale a pena saracotear para sermos visto.
    O melhor é deixar de subestimar a maior parte do povo e cada um ocupar o buraco que lhe advem no casulo.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.