Cabo Verde quer ser o país mais bem governado de África

6/10/2014 11:35 - Modificado em 6/10/2014 11:35

cabo verdeO primeiro-ministro cabo-verdiano afirmou que a “grande ambição”, ainda nesta legislatura, é fazer com que Cabo Verde seja o país mais bem governado de África, mas alertou que, para isso, é preciso andar “mais depressa”.

 

“Temos a certeza que poderemos atingir os nossos objetivos em relação à boa governação, que é ser o país mais bem governado de África. A nossa grande ambição é estar no primeiro lugar”, almejou José Maria Neves, que comentava o Índice Ibrahim de Governação Africana (IIGA), em que Cabo Verde recuperou o 2.º lugar ao Botsuana, ficando apenas atrás das Ilhas Maurícias.

“Já estamos muito perto dos indicadores das Maurícias e, se andarmos um pouquinho mais depressa, podemos chegar lá. A nossa grande ambição, ainda nesta legislatura (até março de 2016), é ser o país mais bem governado de África”, traçou José Maria Neves, que falava durante a apresentação do relatório mundial da competitividade, em que Cabo Verde melhorou oito posições, ocupando o 114.º lugar.

No Índice Ibrahim de Governação Africana (IIGA) de 2014, divulgado segunda-feira, Cabo Verde somou uma pontuação de 76,6 pontos na avaliação geral dos diferentes critérios, que estão agrupados em quatro categorias: Segurança e Estado de Direito; Participação e Direitos Humanos; Oportunidade Económica Sustentável; e Desenvolvimento Humano.

O arquipélago tem uma ótima avaliação em termos de segurança e funcionamento da lei e justiça, na área da participação cívica e direitos humanos e no bem-estar, nomeadamente no acesso à segurança social.

Porém, recebeu notas piores na avaliação às infraestruturas, administração pública, à segurança pessoal e às condições oferecidas às empresas privadas.

Na avaliação feita a 52 países africanos, Cabo Verde continua a ser o melhor entre os países lusófonos, à frente de São Tomé e Príncipe (12.º), Moçambique (22.º), Angola (44.º) e Guiné-Bissau (48.º).

A Fundação Mo Ibrahim, homónima do milionário sudanês que a criou em 2006, apoia a boa governação e a liderança em África e elabora anualmente, desde 2007, o Índice Ibrahim, que visa informar e ajudar os cidadãos, sociedade civil, parlamentos e governos a medir o progresso.

 

oje.pt

  1. Uma vergonha. A gente deve se preocupar em se comparar com os melhores e não com os péssimos, maus e medíocres. Porquê Africa e não Suecia, Alemanha, Suiça ou Noroega?
    Nada de enganar o povo com essas graduações em milímetros, queremos ver as coisas a acontecer e não em noticias de origem e motivação muito duvidosa. Com tanta ajuda externa já devíamos estar mesmo no topo e não a fazer comparações com a miséria.

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