Alcoolismo: Mindelenses acham que se deve proibir a entrada de grogue sem certificação

2/10/2014 07:23 - Modificado em 2/10/2014 07:23

grogueUma das medidas para travar o consumo de álcool em São Vicente pode passar pela  proibição da entrada de grogue não certificado já que se  acredita que um dos problemas do alcoolismo prende-se com a má qualidade do grogue na ilha de São Vicente. Uma proposta “louvável” e que deve ser levada em consideração, segundo alguns mindelenses entrevistados pelo NN.

 

“Realmente é uma ideia a ser levada em conta”, diz Paula Neves. Na mesma linha de pensamento, Cleider Andrade acredita que, pelo menos, alguma coisa deve ser feita para diminuir o consumo de álcool na ilha. É algo que preocupa muitas pessoas já que muitos consideram que o consumo tem estado um pouco fora de controlo em São Vicente.

Mas, ao que parece, a ideia é boa, “valendo pela intenção”. No entanto, muitos não vêem a sua aplicação na prática. “Muitas vezes, o grogue de má qualidade não vem de outros lugares”, revela Anderson Delgado. E Yuran completa afirmando que o álcool de má qualidade, muitas vezes, é fabricado em São Vicente com a adulteração do “grogue de qualidade”.

E por isso, nesta perspectiva, António Jorge de Monte Sossego, sugere um maior controlo sobre aquilo que é vendido nas lojas, mercearias e bares.

Os leitores do NN também opinam sobre esta medida. Um dos comentários no jornal online diz que “o problema não está somente no péssimo grogue consumido”. Em vez disso, destaca a facilidade em comprar esta bebida. E termina afirmando que “quanto à ‘certificação’ é uma falsa questão e o controlo deve começar na produção”. Na mesma linha de pensamento outro leitor fornece uma solução : “Proibir o fabrico de grogue de açúcar e medidas destinadas a controlar tal fabrico, assim como medidas punitivas pesadas para quem desobedece a essas regras e continua a fabricar veneno. Como se costuma dizer “cortar o mal pela raiz”.

O positivo da ideia fica pela vontade e intenção de se fazer algo para combater o alcoolismo na ilha de São Vicente. Mas fica também a ideia que a medida, por si só, não será suficiente para combater o problema.

Sabe-se que em são Vicente, é mais fácil comprar grogue do que pão. O grogue é muito mais barato do que o pão. Com 10$00 pode-se comprar grogue, a qualquer hora do dia ou da noite. Vende-se grogue 24 horas/dia; no entanto, com 10$00 não se compra um pão. Quanto à “certificação” é uma falsa questão. 90% do grogue produzido é “falso”, é feito com açúcar e outras porcarias. O controlo deve começar na produção.

  1. De acordo com um Santantonense 1 Litro de Grogue em Santão é de 300$00 a 400$00, dependente da qualidade de cana porque temos cana de Cabo Verde e de Cuba e esse grogue às vezes é transportado para S.Nicolau e depois regressa para S.Vicente com o nome de Grogue de S.Nicolau ao preço de 1.200$00 o litro, aquele que fica em S.Vicente é misturado com algumas porcarias logo é vendido ao preço por 175$00 à 200$00 muito barato que em S.Antão. Acho que o controlo deve ser feito nos revendedores porque.

  2. CidadaoCV

    Pois é … Até o grogue de S. Nicolau, em tempos tido como “especial”, “puro”, “verdadeiro”, está uma autentica porcaria, muito por culpa dos “barões” do grogue de S. Antão, que criminosamente continuam a enriquecer a custa da desgraça alheia e da saúde pública dos Caboverdianos. Uma coisa é certa: – S. Antão não tem tanta cana, para produzir tanto grogue. Logo alguma coisa está errada, e as autoridades sabem o quê. Faltam ser tomadas as medidas necessárias. Falta a tal “vontade política”

  3. ATENTO

    O combate ao alcoolismo em São Vicente deve passar também pela eliminação dos “produtores ou melhor multiplicadores de quintal” que munidos de uma frigideira e um fogão a gás transformam 1 litro de grogue de S.A que ainda poderia ter alguma qualidade em 2 ou mais litros de PURO VENENO….É meus caros aquele “grogue de baloi” vendido durante a noite a frente de caravela e outros espaços de S.V, não é nada mais nada menos que um PURO VENENO. Ou seja, na Mindelo o problema tem nome….”Puro Veneno”

  4. Avelino Varela

    O grogue podia ser uma fonte de requeza de CV desde que o governo deitasse as mãos a isso e transformasse isso num produto de qualidade que serviria de cartão de visita internoe externo do país. O preço de cada dose de grogue, 100 a 150 escudos logo que bebia 1 litro por dia, passaria a beber 1/4 de litro e controbuia imidiatamente pela saude dos Caboverdianos e lógico na despesa do estado e na passificação familiares. O governo, na minhoa opinião é o responsável por isso, porque têm o IGAI.

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