Sentina transformada em retrete

30/09/2014 07:16 - Modificado em 30/09/2014 07:16
| Comentários fechados em Sentina transformada em retrete

ribeirinhaA sentina número 17 na rua 18 na Ribeirinha está a ser transformada em retrete. Os moradores dessa rua mostram-se descontentes com a falta de higiene perto de uma sentina que vende água, mas os balneários estão desactivados. Reclamam ainda da falta de iluminação e do calcetamento.

 

Adriano que mora perto da sentina mostra-se preocupado com a situação da mesma que está vandalizada e que deixa muita falta à população: “há muita gente que trabalha na construção civil e não só e que precisa de tomar um banho de chuveiro”. Com a sentina fechada, as pessoas são “obrigadas” a fazerem as suas necessidades fisiológicas num saco e a deitarem o lixo nas imediações, por isso, querem que quem de direito se preocupe com essa sentina, “para termos um alívio para a população da Ribeirinha”.

Alcindo Delgado diz que não sabem em que situação se encontram os tanques e que são capazes de estar em péssimas condições: “não vejo ninguém ali a limpá-los, só colocam água, vendem e vão-se embora”.

A iluminação também é uma preocupação dos moradores, “aqui é muito escuro à noite e dão muito ‘caçubody’”, realça Adriano.

Alcindo Delgado diz que pouca gente anda nesse caminho por causa da escuridão, as “pessoas que moram aqui perto têm medo de abrir a porta, inclusive já houve um jovem que perdeu a vida por aqui ser um lugar estratégico”.

Joana Delgado adianta que o filho já foi assaltado à porta de casa: “à noite não posso abrir o portão. Se uma pessoa estiver a forçar a porta da frente, o pior é no portão”. Se Joana for assaltada não sabe por quem chamar: “todos têm medo de sair à porta para ver o que se passa. Até já lançaram pedras para o meu terraço”.

António afirma que, de facto, vivem com muita falta de segurança, higiene, iluminação, uma situação que as autoridades têm de ver: “à noite o cheiro nauseabundo é difícil. Se a sentina funcionasse normalmente, nada disso aconteceria”.

A Câmara Municipal não se preocupa porque não há nenhum vereador ou cabeçudo que more aqui perto. Se a sentina ficasse perto de um cabeçudo da Câmara, de certeza que se preocupavam de nós. Agora, é só no tempo de procurar votos”, sublinha Adriano.

O NN sabe que no tempo das chuvas é uma lamaceira, porque o espaço não é calcetado e não há condições para uma sentina estar a funcionar e, apesar de tudo, vendem água aqui com esse cheiro nauseabundo.

Os moradores dizem que até já pediram à Câmara Municipal para ceder materiais e eles prestam mão-de-obra, porque têm um grupo de zona que pode trabalhar para colocar a sentina a funcionar e que deixa muita falta, mas não tiveram resposta. Acrescentam ainda que já se queixaram muitas vezes dessa situação e até já enviaram cartas para a Câmara Municipal, mas não apareceram: “já cá vieram, tiraram o número da sentina e nunca mais voltaram”.

 

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.