AM responde ao pedido de proibir a publicidade sobre o álcool na cidade do Mindelo

29/09/2014 07:38 - Modificado em 29/09/2014 09:55

Assembleia Municipal de São Vicente avalia situação financeira (1)Durante a 6ª Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de São Vicente, o cidadão Eduíno Santos, jornalista , usou o período antes da ordem do dia  para pedir aos deputados que legislem sobre a publicidade  ao álcool  na cidade do Mindelo . A sua preocupação prende-se com a mensagem e os slogans adoptados nestas campanhas que considera agressivas e em alguns casos atendarem contra o bom nome e a dignidade do no nosso país , como o caso da foto que ilustra esta noticia e que esta a entrada do aeroporto Cesária Évora    Além disso, manifesta também a apreensão pelo facto dos outdoors estarem próximos de intuições de ensino tanto secundário como superior. Pediu à Assembleia Municipal para legislar no sentido de proibir outdoors publicitando o consumo do álcool.

 

PUbA mensagem foi recebida pelas bancadas e há uma vontade de absorver a proposta do cidadão. Jorge da Luz, líder da bancada do MpD, afirma que a bancada assume a posição do munícipe. “E, assumindo que o álcool e o alcoolismo têm vindo a prejudicar aos são-vicentinos, achamos que poderá vir a surgir uma proposta no sentido de haver uma deliberação podendo vir a proibir as publicidades em outdoors sobre o álcool na via pública”, argumenta Jorge da Luz.

A bancada da UCID tem a mesma linha de pensamento neste assunto já que, da mesma forma, sente que a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal devem debruçar-se sobre o assunto no sentido de haver uma deliberação sobre o mesmo. Para Lídio Silva, líder da bancada da UCID, não faz sentido haver este tipo de publicidade em frente ou perto dos estabelecimentos de ensino. “Quanto a nós, o problema não é só o poster, o problema também são os dizeres que são um atentado à moral pública. Somos totalmente contra este tipo de publicidade”, sublinha Lídio Silva.

Sem gravar entrevista, Augusto Neves, Presidente da CMSV, garante que se vai reunir para haver uma deliberação no sentido de ver o que se pode fazer em relação a este tipo de publicidade.

  1. Joana

    Havendo ou não a publicidade os são vicentinos continuarão a beber, e ao meu ver não pela publicidade ou a falta dela que vai diminuir o consumo do álcool.Deve haver sim uma proibição quando agridam o bom nome e o bom senso de Cabo Verde” cerveja patrimônio di nos terra”, neste caso sou obrigada a concordar que é um desrespeito por Cabo Verde, querendo afirmar que aquilo que caracteriza a nossa terra se reflete apenas no uso do álcool.

  2. Joaquim ALMEIDA

    Na verdade isso nao tem nenhum sentido ; ( cerveja patrimônio di nos terra ) , como disse e bem, a ” colunista ” , é agredir o bom nome de Cabo Verde :..Patrimonio de um pais é tudo o que é essencialmente cultural ,monumentos etc ; agora chamar uma bebida e neste caso a cerveja de ( patrimonio di nos terra ) é simplesmente ridiculo e degradante .

    Um Criol na Frânça ;
    Morgadinho !..

  3. Julio Goto

    …em primeiro de tudo deviam abordar se do problema que tem a sua origem em Santo Antao assim como o MERDOM GROGUE de PILHA que circula na ilha em toneladas e preco acessivel.
    O grogue de S.Antao contem muito veneno ,o uso sem controle do acido sulfurico das pilhas e baterias velhas cuja finalidade e acelerar o processo de fermentacao e o factor que pesa mais na qualidade do aguardente .
    O acucar em si nao e a causa de ma qualidade.

  4. Cidadão atento

    A questão da restrição da publicidade de bebidas alcoólicas já vem regulamentada no código da publicidade – Decreto-Lei nº 46/2007,de 10 de Dezembro, designadamente no seu número 4 do artigo 19º, que proíbe a publicidade junto de recintos desportivos e de ensino. Portanto, parte do trabalho já tinha sido feito pelo próprio Governo na matéria….agora a fiscalização e o cumprimento da Lei, inclusivamente pelas CM,deixa muito a desejar. O Jornalista Eduíno Santos fez bem, e está de parabéns.

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