IUE: a maioria dos alunos tem propinas por pagar

26/09/2014 00:40 - Modificado em 26/09/2014 00:40

dividaUma boa parte dos alunos do IUE tem propinas em atraso e essa situação complicou o funcionamento da instituição, nomeadamente no pagamento dos salários aos professores em regime de acumulação. A propina mensal é de nove mil escudos e todos os formandos são professores que têm salário fixo todos os meses.

 

Albertino Martins, Director da Escola de Formação de Professores do Mindelo – IUE afirma que uma boa parte dos alunos tem propinas em atraso e que essa situação complicou de certo modo a vida da Instituição: “falamos de uma propina de nove mil escudos. É evidente que alguns concorreram para o fundo de garantia mútua, onde o processo é muito lento e só agora os contratos foram assinados”, mas paulatinamente os alunos já começaram a pagar.

O Director da Escola de Formação de Professores do Mindelo – IUE tomou medidas para ver se os alunos pagavam as propinas em atraso, nomeadamente, o congelamento das notas. “Foram tomadas medidas, foram congeladas as notas dos formandos, sobretudo as notas do segundo semestre e é essa a arma que a escola tinha”. Albertino Martins salienta que se não pagarem as dívidas a Instituição não consegue arcar com os compromissos, principalmente, o pagamento dos professores em regime de acumulação.

Para quem não pagar as propinas em atraso, as notas serão congeladas e depois perdem o direito ao curso, mas Albertino Martins avança que as pessoas, mais tarde ou mais cedo, acabam por pagar as propinas: “têm interesse em fazer a formação, por causa das alterações do ensino em Cabo Verde e sentem a necessidade de concluírem a formação para o seu próprio bem de modo que não têm outra solução”.

O NN sabe que os formandos que estão matriculados procuram constantemente a direcção da escola para fazerem propostas de amortização das dívidas. “Cabe-nos a nós analisar e ver se têm possibilidade ou não. Sempre que for possível, fazemos um acordo de compromisso em que facilitamos o pagamento”. De acordo com o Director, a Escola de Formação de Professores do Mindelo – IUE tem interesse que as pessoas concluam o curso: “a nossa vontade é que todos os que entram no IUE concluam os cursos. Quando é possível flexibilizar, negociar, estabelecer compromissos e prazos, não temos nenhum problema”.

Para Albertino Martins a situação é constrangedora para a Instituição e para os alunos. “Coloca a Instituição numa situação de sufoco financeiro para a sua auto-sustentação e é complicado para os formandos porque empatam as suas vidas em termos de conclusão da sua formação. É de realçar que os alunos do IUE são todos professores e muitos deles do quadro definitivo do Ministério da Educação e têm um salário considerado bom, por isso, o Director da Escola de Formação de Professores do Mindelo – IUE estranha essa situação. “Estranhamos porque as pessoas inscrevem-se num curso e depois não conseguem arcar com as responsabilidades de pagar uma propina de nove mil escudos mensais, a propina mais baixa que existe no mercado a nível de formação”.

Em Maio deste ano os alunos do IUE deviam à instituição cerca de 8 mil contos em dívida, mas desde essa época muitos já conseguiram liquidar as suas dívidas, pois muitos concluíram o curso no mês de Julho e, para receberem os respectivos diplomas, tiveram de pagar a propina.

 

 

 

  1. Silvia Fortes

    { É de realçar que os alunos do IUE são todos professores e muitos deles do quadro definitivo do Ministério da Educação e têm um salário considerado bom, por isso, o Director da Escola de Formação de Professores do Mindelo – IUE estranha essa situação} [fim citacao]

    Desditados os alunos que tais professores tiverem pois eles serão o reflexo do que aprenderam com os seus professores como figuras referenciais e exemplares.

  2. verdade

    e assim, também com a contribuição dos outros, nesse caso jornalista vamos contribuindo por essa mentalidade pobre

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