Procurador-geral da República: se os autores do crime não forem encontrados poderá pôr em causa o combate ao crime organizado”

19/09/2014 00:22 - Modificado em 19/09/2014 00:22

Posse do Procurador Geral da RepublicaÓscar Tavares, , entregou na Assembleia Nacional o relatório sobre a situação da justiça em 2013 e 2014. E aproveitou para falar dos desafios que o sistema judicial enfrenta. Tendo como pano de fundo o homicídio de Cátia Tavares, mãe da inspectora no processo Lancha Voadora, exige uma tomada de posição das autoridades em termos de mobilização de condições dos que trabalham no sistema judicial.

 

O homicídio da mãe da inspectora é mencionado como um acto de vingança pelo papel da inspectora no processo Lancha Voadora. E Óscar Tavares considera que “se os autores do crime não forem encontrados, isso criará uma situação que poderá, a seu tempo, pôr em causa todo o edifício do combate ao crime organizado”.

Mas Óscar chama a atenção sobre o trabalho de investigação. “Não podemos estar a fazer investigação com métodos tradicionais. Tem de haver a operacionalização dos meios que permita a conclusão da polícia criminal sob a direcção do Ministério Público”. E acrescenta que para a investigação, é necessário um laboratório com condições para a que a polícia científica possa fazer o seu trabalho na obtenção de provas científicas. Adianta ainda que a falta de condições pode até colocar em causa investigações através da obtenção de provas científicas.

E, por isso, exige mobilização para conseguir esses recursos.

 

  1. Silvia Fortes

    Aqui nao foi apenas uma cidadã assassinada. A sociedade caboverdiana foi tambem assassinada.
    Cabo Verde deve solicitar ajuda internacional para combater a criminalidade que com a chegada da crise em Cabo Verde vai atingir o Estado na sua propria existência. A corrupção alargou enormemente.
    É hoje ou nunca que nao só as autoridades mas tambem toda a sociedade caboverdiaana deverão unir-se e dizerem basta, até aqui, ao crime organizado e nao só.
    Levar em conta que dada a crise a chamada alta sociedade tem tambem interesse em fragilizar o Estado caboverdiano e transforma-lo numa outra Guiné.
    Onde estao os militares? Continuam dormindo nas casernas? Até quando!
    A maior contradição é que aqueles que devem defender o Estado Caboverdiano ocupam lugares chaves na Politica e organismos estatais, portanto bem apetrechados e informados , estao defendendo os criminosos e fornecendo-lhe todas as informações necessárias para minarem o mesmo Estado.
    À família enlutada sentidos pêsames.

  2. Jandira Lopes

    O problema é que a máfia está infiltrada em muitos sectores da vida publica, entre os quais pessoas com cargos políticos e empresariais que mantêm relações intimas com indivíduos e organizações mafiosas.
    Os servicos de investigação nao devem apenas concentrar-se na pessoa que acionou o gatilho mas tambem e em especial no AUTOR/AUTORA INTELECTUAL DO CRIME.
    Muitas pessoas nao só advogados, políticos, empresarios, Ministerio Publico, etc,etc, estao comprometidoas e chantageadas por traficantes, barões da droga e organizações mafiosas pelo que a investigação nao pode poupar ninguém independente da sua função politica, publica ou privada.
    Vai ser um trabalho duro, dificil e doloroso com muitas pedras no caminho pois muitas cabeças de pessoas graúdas e com um peso na sociedade caboverdiana poderão ser decapitadas.
    Infelizmente este bárbaro crime é o começo duma serie de ajustes de contas que vai dominar por muito tempo o cenario destas ilhas de “costumes brandos”

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