Agentes da PJ do Mindelo solidários: “os criminosos não podem condicionar o nosso trabalho“

19/09/2014 00:16 - Modificado em 19/09/2014 00:16

pistolaNa sequência do crime que ocorreu na noite do dia dezassete na Cidade da Praia onde traficantes mataram a mãe de uma inspectora da PJ para se vingarem, os agentes da Justiça  em São Vicente mostram-se determinados e seguros quanto às acções dos criminosos.

 

O crime que aconteceu na cidade da Praia na passada quarta-feira e que vitimou a mãe de uma inspectora da PJ, não deixa de ser uma situação preocupante para os agentes que zelam pela justiça pública. Contudo, é uma situação constrangedora pois a vítima no futuro  poderá ser uma pessoa qualquer.

Recorda-se que a inspectora esteve ligada ao processo Lancha Voadora e as autoridades suspeitam que o crime poderá estar relacionado com um acto de vingança. Os agentes da justiça não se deixam intimidar pelo actos bárbaros dos criminosos, muito pelo contrário, mostram-se seguros no seu trabalho e determinados a trabalhar para que justiça seja feita.

Segundo um elemento  da Polícia Judiciária no Mindelo  “um acto de crime é algo que não se prevê e pode acontecer a qualquer cidadão, independentemente do cargo ou posição social, sendo assim, um órgão de segurança não poderá criar formas de protecção individual para cada agente”. Para o policial, os criminosos não poderão condicionar o nosso   trabalho, pelo contrário, este caso deverá ser um impulso para  trabalhar afincadamente no sentido de combater a criminalidade e zelar pela segurança pública.

Questionado se o crime que aconteceu e que envolveu a mãe de uma inspectora não foi uma situação que surpreendeu os agentes, o mesmo adianta que não deixa de ser um caso preocupante, mas não podem deixar de fazer o trabalho devido às ameaças dos criminosos.

Segundo o Estatuto dos Magistrados do Ministério Público, artigo 41, alínea d), “a protecção especial das pessoas, família e bens deve se requerida pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial à entidade competente ou, em caso de urgência, pelo magistrado ao comando da força policial da área da sua residência, sempre que necessárias razões de segurança o exigem”.

O magistrado a quem também respeitámos o anonimato diz que o caso de crime contra agentes da justiça é preocupante, mas existem leis que permitem a protecção dos bens e dos familiares. Quanto aos agentes da polícia, já não há algo do género que garanta a protecção dos seus membros. Mesmo que existam leis de protecção, as famílias são sempre um alvo fácil. Apesar de existirem leis de protecção faltam, todavia, meios para os pôr em prática.

O facto de se ter à disposição uma arma não quer dizer que o agente poderá estar seguro, muito menos a sua família, que normalmente é a mais vulnerável, por isso, é importante não expô-la demasiadamente.

Quanto ao crime em questão, as autoridades policiais não descartam a possibilidade de vingança contra a inspectora. O Procurador-geral da República, Óscar Tavares promete que os autores do crime que vitimaram a mãe da inspectora serão encontrados e punidos. Para o Procurador, “a situação é preocupante e as autoridades de Cabo Verde devem tomar posição, porque está em causa todo o exercício da luta contra a criminalidade”.

Da parte do Ministério Público irão fazer todo o possível dentro do estrito rigor e foram dadas orientações nesse sentido. O mesmo avança que o Estado e os vários organismos devem criar condições para que, neste caso concreto, se possam encontrar os autores do crime e puni-los.

 

  1. Silvia Fortes

    Aqui nao foi apenas uma cidadã assassinada. A sociedade caboverdiana foi tambem assassinada.
    Cabo Verde deve solicitar ajuda internacional para combater a criminalidade que com a chegada da crise em Cabo Verde vai atingir o Estado na sua propria existência. A corrupção alargou enormemente.
    É hoje ou nunca que nao só as autoridades mas tambem toda a sociedade caboverdiaana deverão unir-se e dizerem basta, até aqui, ao crime organizado e nao só.
    Levar em conta que dada a crise a chamada alta sociedade tem tambem interesse em fragilizar o Estado caboverdiano e transforma-lo numa outra Guiné.
    Onde estao os militares? Continuam dormindo nas casernas? Até quando!
    A maior contradição é que aqueles que devem defender o Estado Caboverdiano ocupam lugares chaves na Politica e organismos estatais, portanto bem apetrechados e informados , estao defendendo os criminosos e fornecendo-lhe todas as informações necessárias para minarem o mesmo Estado.
    À família enlutada sentidos pêsames.

  2. judi

    é certo que o trabalho da PJ não será prejudicado uma vez que nunca fizeram nada para descobrir os criminosos, interessante que caso não houver qualquer denuncia nunca chegarão em nada e ninguém será punido,
    por isso o vosso trabalho será sempre a mesma,

  3. manuel de Pina

    MEUS SENHORES É CHEGADA A HORA DE POR UM BASTA NA CRIMINALIDADE.PENSO QUE A SEGURANÇA DOS CIDADÃOS É UMA QUESTÃO NACIONAL. A SITUAÇÃO E A OPOSIÇÃO A SOCIEDADE EM GERAL DEVEM UNIR A VOLTA DESTA TEMÁTICA QUE AFLINGE A SOCIEDADE CABOVERDEANA TRADICIONALMENTE DE PAZ. OS MILITARES QUE QUE PRATICAMENTE NÃO TEM GRANDES TAREFAS, TÃO SOMENTE ACÇÕES PREVENTIVAS DEVIAM ASSOCIAR-SE Á POLICIA NACIONAL ANDANDO ZONAS RUA ESCURAS FAZENDO RUSGAS AFIM DE AFUGENTAR E INTIMIDAR OS DELINQUENTES.

  4. o que ta acontecer e o que judiciaria criou a policia judiciaria de cabo verde quer fazer tudo trabalho pop policia de intervencao rapida isso nao e assim vc entra num discoteca em sao vicente vc ve policia judiciaria com pistola a vista uma pessoa ate pode tirar ele naquele confucao eles quere mostrar que eles que manda mas nao e assim cada um no seu lugar e so em cabo verde que vez judiciaria a ezibir poderoso noutros pais nao judiciaria investiga policia faz o papel dele

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