Jovem que sofreu uma amputação saiu do HBS sem pagar porque não tinha dinheiro

18/09/2014 07:42 - Modificado em 18/09/2014 07:42

amputação de pernaOrlando Dantas e os familiares estão admirados e indignados  com factura  de 110.450 escudos que o HBS lhes apresentou pelos dias que ali esteve internado na sequência de um acidente de viação  que sofreu. Também se mostram descontentes pela forma como foram tratados depois da alta hospitalar

 

Orlando Dantas que sofreu um acidente na estrada da Baía das Gatas, tendo-lhe sido amputada uma perna, diz que lhe pediram 110,450 contos para sair do HBS, mas acha o preço exagerado. Segundo a mãe de Orlando, Maria Dantas tendo em conta que  o filho não está abrangido pela Segurança Social ou seguro , o preço é exorbitante. A administração do  HBS informou aos familiares que  “esse valor corresponde  a operação ,aos tratamentos e  ao tempo que esteve internado “.

Segundo Orlando, que trabalha como mecânico, o trabalho está difícil mas o mais difícil ainda é “encontrar um jovem com cento e tal contos no Banco e, mesmo se encontrarmos, não vai tirar todo o dinheiro para pagar algo que ninguém está à espera que aconteça”. O NN sabe que de cinco em cinco dias, Orlando tinha de pagar treze mil e setecentos e cinquenta escudos para estar no Hospital, mas como não tinha  esse dinheiro não pagou.

Maria foi informada que como foi um acidente, Orlando tinha de pagar as despesas como o tratamento ,pois  é uma obrigação. “Seria um prazer se tivéssemos o dinheiro e se quando teve alta hospitalar o meu filho tivesse sido tratado com respeito”. Pois Orlando e os familiares ficaram indignados, porque não lhe foi dado o acesso ao elevador para descer, não lhe deram um carinho para descer e nem a companhia de um servente”.

“Eu quero dizer que se tivéssemos entregado os cem mil escudos , ele teria tido outro tratamento. No entanto, o direito à saúde é o mesmo seja para quem pagou e seja para quem não pagou. Se alguém pagou o dinheiro, era porque tinha e eu não tenho”, salienta Maria Dantas. Para Orlando, no HBS há que ter mais respeito pelas pessoas: “somos pessoas e não somos animais”.

Apesar de Orlando afirmar que no período em que esteve internado não tem nenhuma reclamação a fazer, pois foi tratado bem. O seu descontentamento está no preço  que considera exagerado e na assistência na hora da saída do hospital. Orlando saiu depois de uma semana do Hospital, mas disseram-lhe que tinha de pagar  110.450 escudos, mas  entregaram uma carta no HBS alegando que não podem pagar e aguardam por uma resposta positiva: “não temos a possibilidade de entregar o dinheiro, espero que levem isso em conta”.

Tentámos contactar a Directora Clínica do Hospital Baptista de Sousa, Sâmila Inocêncio, mas não foi possível.

 

 

  1. Rogério Rodrigues

    Ele, por não possuir tal quantia, pois é bastante elevada para ele pagar, deveria contactar
    a Cruz Vermelha de Cabo Verde, que deverá, por uma questão de solidariedade social, efetuar o pagamento da quantia em dívida. Para isso é que serve os lucros obtidos por essa instituição privada de cariz não lucrativo, na exploração dos jogos.

  2. DiPraia

    Breve recuperação e muita força ao jovens Orlando Dantas!
    Quanto ao pagamento, está isento.

  3. roxana aguilera

    q brincadera e’ essa ?? 110….. esc ???? Nao !!debe sere um enganho !! voltem a falar com o HBS e depois den a noticia . Este rapaz foi operado de URGENCIA em a secuencia de um accidente q pudo comprometer a sua vida , ,nao foi uma qx electiva ,ni estetica .
    Duvido q o MS tenha este protocolo de cobro nas urgencia .

  4. Maria Fortes

    Jovens com 100 contos no bolso passou a ser coisa normal nesta Terra. Veja as motas que muitos conduzem e carrões que sao uma fortuna.
    Desejo a directora do Hospital muita coragem e acima de tudo um pouco de tempo para dedicar ao seu trabalho pois tornou-se moda tratar de tudo via a imprensa e infelizmente nós os caboverdianos gostamos de contar apenas aquilo que nos convém. Os jornalistas deveriam fazer um trabalho de investigação aprofundada antes de publicarem tais acusações que por vezes sao infundamentadas. Uma questão de imparcialidade e ética profissional.

  5. Ary Reis

    como dizia o lendário Xaka Zulu, enquanto o leão não aprender a escrever o caçador será sempre o herói.

  6. ilima

    isso é uma vergonha se uma pessoa não tem dinheiro esta doente pode morrer por falta de assistência medica .em q mundo estamos .tem q roubar para pagar assistência medica. pela saúde uma pessoa faz qualquer coisa. ou não?

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