O Governo não assumirá responsabilidades com quem faz a extracção ilegal

17/09/2014 07:33 - Modificado em 17/09/2014 07:33
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Extração de inertes (1)Para melhor regularizar a extracção de inertes e os planos ambientais no país, a Direcção-Geral do Ambiente identificou outras áreas de exploração de inertes na cidade da Praia. Isso, para pôr um ponto final nas escavações que estavam a danificar o ambiente.

 

A partir do próximo mês de Novembro do ano em curso será expressamente proibida toda e qualquer actividade de exploração de inertes nas zonas de exploração do Monte Vermelho na cidade da Praia e no Calhau, no Mindelo.

As áreas identificadas pela Direcção-Geral do Ambiente são: o Monte dos Bodes e o Monte das Vacas todos na cidade da Praia, mas a extracção é feita mediante solicitação por parte das empresas interessadas.

Segundo o director da Direcção-Geral do Ambiente, Moisés Borges, todo o processo deverá ser submetido de acordo com a lei que tem feito o estudo do impacte ambiental e que enquadra a exploração de inertes em Cabo Verde, para se poder fazer o trabalho dentro da legalidade. Já na ilha de São Vicente, na zona do Lazareto, a extracção da areia só é concedida mediante licença, caso alguma pessoa fizer ilegalmente a extracção do inerte, estará sujeita a sanções.

Para Moisés Borges, a criação das estratégias servem para a regularização da extracção de inertes por todo o país, tendo em conta as áreas urbanas do Monte vermelho e do Calhau para que não fiquem no estado em que se encontram o Monte dos bodes e o Monte das vacas.

O mesmo avança que para quem faz a extracção de inertes de forma ilegal, o Governo não deverá assumir qualquer tipo de responsabilidade. “Sendo uma actividade ilegal não parece ser credível solicitar ao Governo que crie alternativas a esta actividade”.

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