Directores das Escolas Secundárias do Mindelo não querem pronunciar sobre bloqueio psicológico

16/09/2014 00:40 - Modificado em 16/09/2014 00:40

O NN contactou os directores das outras escolas secundárias do Mindelo, para saber as suas opiniões sobre o bloqueio psicológico. A maioria recusa a comentar  o assunto dizendo que cada caso é um caso e que é preciso que a situação aconteça para saber como reagir. Quanto a ESJB e a Ministra da Educação não querem falar sobre o caso, alegando que diz respeito as duas instituições educativas.

 

O Director da Escola Secundária Ludgero Lima, José Cândido não quis pronunciar sobre o assunto, alegando que é um assunto entre a Escola Secundária Jorge Barbosa e a Ministra da Educação, Fernanda Marques. Questionado se um caso semelhante a da ESJB acontecesse na sua escola o que faria, José Cândido diz que é preciso que a situação aconteça para saber como reagir.

João Carvalho, Director da Escola Salesiana adianta ao NN que ainda não tem uma opinião formada sobre a questão do bloqueio situacional, “ainda não aconteceu na minha escola e por isso não posso falar sobre o assunto”. Quanto a situação entre a ESJB e a Ministra da Educação, João Carvalho diz que não fica bem falar sobre a decisão de uma outra escola e da Ministra da Educação, “não posso analisar essa situação porque são casos pontuais, que não acontecem no dia-a-dia”.

O NN não conseguiu contactar o Director da Escola Secundária José Augusto Pinto, Emanuel do Rosário, para falar o que faria se um aluno da sua escola não termina-se um teste a 15 minutos do seu término, alegando bloqueio psicológico e pedindo a versão contrária.

È de salientar que somente o Director da Escola Técnica do Mindelo pronunciou sobre o assunto.

 

 

 

  1. Silvia Ramos

    Que os directores das escolas secundarias, quem sabe primarias e universitárias, nao querem nem quererão pronunciar sobre a decisão da Ministra é mais que compreensível e tal comportamento verifica-se a todos os níveis, inclusive privados com medo de serem segregados ou boicotados e o pior ainda para o caso dos professores, serem exonerados.
    Meio pequeno, sem perspectivas, ambiente propicio para a criação e desenvolvimento de uma mentalidade tacanha. Nada de novo e compreensível. É apenas o drama dos meios pequenos que alias tambem tem outras vantagens como seja conseguir um lugar sem o devido mérito.
    Alem disso a maioria do pessoal ligada ao Ensino, talvez nao de coração aberto, está ao lado do regime como pude constatar quando das eleições legislativas e presidenciais.
    Perguntarei ao jornalista, mesmo anonimamente, quantas pessoas, com medo de serem detectadas pelos tentáculos da policia secreta, atrevem a comentar neste Jornal tal decisão?
    Vale a pena ser Ministro em Cabo Verde.

  2. CidadaoCV

    Pois é … ninguém quer pronunciar, para não ficar mal com a chefa, digo ministra. É a mediocridade generalizada. Mas o assunto é de gravidade extrema. Mexe com questões de ética, profissionalismo, de lisura e transparência, de igualdade de direitos e oportunidade,… Põe a nu uma realidade que está a sedimentar-se na nossa sociedade, que é compadrio, os “connections”, a politiquice, em suma; a CORRUPÇÃO. Só digo: Os pais deram uma péssima lição ao filho deles.

  3. psico

    tonte vez que jame tive bloqueio nas provas e mesmo assim ume tava tenta ate ume tava consegui tra uns notinhas, negativas ma ume tava faze nhes provas

  4. Nelson Cardoso

    Ninguém questionou ainda o técnico de saúde – psicologo(a). Porquê? esta questão vai mais além do que os simples estabelecimentos, Director, Ministra e Professores.

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