Moradores exigem telefone fixo

16/09/2014 00:28 - Modificado em 16/09/2014 00:28

Casa para todos (1)Os moradores da habitação “Casa para Todos” dizem que há seis meses que aguardam pela ligação do telefone fixo, pelo que exigem que o serviço seja disponibilizado.

 

Há cerca de seis meses que os moradores receberam as chaves das suas habitações, mas até à data, aguardam pela ligação do telefone fixo. Os entrevistados declararam ao NN que a falta do telefone fixo é uma necessidade que afecta todos os moradores, por isso, pedem que o serviço seja disponibilizado o mais urgentemente possível.

Maria Júlia diz que a falta de telefone afecta os moradores, embora muitos possuam telemóvel. É necessário o serviço de telefone fixo, por diversos motivos. Maria Júlia diz que gostaria de comunicar com os seus familiares, sobretudo com a mãe que reside na ilha de Santo Antão, mas isso não é possível porque não tem telefone.

Uma outra vizinha diz que antes de vir morar na habitação “Casa para Todos”, fez a sua transferência de telefone e até agora aguarda a ligação. “Comunico com os meus familiares somente por telefone fixo que é mais barato. Tenho que me deslocar à zona da Ribeira de Craquinha para fazer uma chamada. Paguei na CV Telecom três mil e tal escudos para a transferência do telefone e não me informaram que não iria ter telefone. Esta é uma situação inaceitável. Nesta zona não temos nenhum ciber que nos possa servir para fazer uma ligação”.

Entre diversas preocupações dos moradores, Joana diz que existe uma necessidade urgente de construírem um quebra molas na estrada devido aos carros que andam em altas velocidades o que representa um perigo para as pessoas e principalmente para as crianças. A mesma diz que muitos cães já foram atropelados na estrada e o receio é que venha a acontecer com as pessoas.

Uma outra preocupação dos moradores é a falta de água que não é distribuída há mais de três semanas. Maria diz que os depósitos de água suportam apenas duas toneladas de água, são muito pequenos e insuficientes para uma casa de família, por isso, não é possível tirar uma quantidade de água suficiente. A mesma afirma que a água não é frequente nas redes e não há espaço para colocarem mais recipientes e fazerem alguma reserva.

Já Manuela acredita que a construção de uma sentina seria a melhor solução porque nos momentos de escassez de água os moradores recorrem a outras casas mais afastadas para conseguirem água e a um preço mais caro. Em muitos casos, são os familiares que vivem noutras zonas que lhes facultam a água.

Contactámos o delegado do IFH, Fernando Carvalho para esclarecer a situação. O mesmo adiantou que o problema do telefone está a ser resolvido, pois as obras de instalação dos cabos de telefone já foram concluídas. Neste momento, aguarda pelos trabalhos da CVTelecom que lhe garantiu que dentro de dez dias os moradores já terão a ligação do telefone fixo.

Quanto às outras preocupações dos moradores, o delegado diz que estão a par da situação e que irão fazer de tudo para resolvê-los paulatinamente.

  1. sandra

    pessoal de soncente so sabe é reclamá de barriga cheia.oh povinho ignorante.

  2. Maria José

    A Sra. Sandra está completamente equivocada. Deveria seguir para um centro de tratamento manicómico ou mesmo ir ao centro redentor para ter um encontro com o espirito da luz. Imagina a ideia desta senhora de que os Sanvicentinos estao de bariga cheia…De bariga cheia está a Senhora que deve ser um lembedor de botas e campanga do PAICV e por isso está cega. A Senhora está cega. Cega ouviu.
    Ignorante o povo de S. Vicente? É caso para dizer que “macaco ca ta spia pa sê rabu”.

  3. Nelson

    Senhora Sandra , então você não acha que as reclamações feitas são legítimas? Os Caboverdianos deveriam todos estar em greve neste momento porque muitas coisas pelas quais pagamos com muitas dificuldades nesta terra simplesmente não funcionam. As pessoas no poder virem-se para o lado para não verem as dificuldades em que vivemos, não se importam porque eles estão vivendo bem.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.