Nacionalistas juram vingança

15/09/2014 00:30 - Modificado em 15/09/2014 00:30
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escociaA campanha para o referendo de dia 18 sobre a independência da Escócia agudizou-se nos últimos dias, com os defensores do ‘sim’ a ameaçarem as empresas que têm alertado para as consequências económicas desta separação.

 

“Este referendo é sobre poder, e quando o ‘sim’ sair vencedor, usaremos esse poder para fazer justiça contra os bancos, a BP e outras empresas”, afirmou, num comício, o líder nacionalista Jim Sillars, antigo líder do Partido Nacional Escocês, acrescentando: “A BP vai ter de aprender o significado da palavra nacionalização”, ameaçou.

O líder da campanha do ‘sim’, Alex Salmond, foi mais comedido nas palavras que o seu aliado, mas mesmo assim denunciou aquilo que considera ser “uma cabala” do governo britânico para assustar os eleitores.

As declarações causaram inevitavelmente polémica. “Os defensores do ‘sim’ deixaram finalmente cair a máscara”, considerou o deputado trabalhista escocês Ian Davidson.

A fúria dos nacionalistas foi despoletada pelos avisos de várias grandes empresas de que a independência de Escócia irá levar a uma inevitável subida dos preços. Dois dos maiores bancos sediados na Escócia, o Lloyd’s e o RBS, anunciaram também que, em caso de vitória do ‘sim’, iriam mudar-se para Londres; ontem, o Deutsche Bank considerou a independência “um erro”.

Uma nova sondagem ontem publicada indica que o ‘não’ à independência tem neste momento 54% das intenções de voto, contra 46% do ‘sim’.

 

 

cm.pt

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