Cabo Verde é caso de estudo em energias renováveis para África Ocidental

11/09/2014 18:39 - Modificado em 11/09/2014 18:39
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Germany EnergyO Governo cabo-verdiano regozijou-se por ser um caso de estudo-piloto para a África Ocidental e para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, no âmbito do Projeto Navegator, que visa facilitar o financiamento de iniciativas em energias renováveis.

 

A posição foi manifestada pelo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território cabo-verdiano, que presidia à abertura, na Cidade da Praia, do seminário sobre o Projeto Navegator da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), afirmando que a ambição de Cabo Verde é ter 50% de energias renováveis na rede no horizonte de 2020.

“No entanto, queremos muito mais e, há mais de dois anos, temos vindo a trabalhar, com afinco, no sentido de elevarmos esse patamar para 100% de energias renováveis na rede ainda no horizonte de 2020, rumo a um país de desenvolvimento avançado em 2030”, almejou Antero Veiga, citado pela Inforpress.

Para o ministro, o desafio exige, porém, muito trabalho, muita capacidade técnica, parcerias e instrumentos de suporte tecnológicos modernos e mais adaptados aos objetivos pretendidos.

Por isso, o governante considerou que o seminário que acontece até sexta-feira, na Cidade da Praia, é “um momento para uma generosa partilha do conhecimento” que, aliada à capacidade de inovação, permitirá reforçar a competitividade da economia, que enfrenta elevados custos de fatores transversais, nomeadamente a energia e a água.

O ‘workshop’ do Projeto Navegator da IRENA, realizado em parceria com o Centro para as Energias Renováveis e Eficiência Energética (ECREEE) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com sede na Cidade da Praia, visa capacitar os seus participantes para conceberem ideias de projetos e elaborar os respetivos dossiers.

Em fevereiro último, Ebrima Njie, comissário responsável pelas Infraestruturas na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), elogiou a aposta de Cabo Verde em atingir, até 2020, os 100% de energias renováveis e a penetração com sucesso de 330 megawatts de energias solar.

 

oje.pt

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