Mães pedem espaço de acolhimento às autoridades competentes

8/09/2014 00:10 - Modificado em 8/09/2014 00:10
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Paralisia cerebralA maioria das mães de crianças portadoras de paralisia cerebral, não consegue trabalhar porque não tem onde deixar os filhos e nem todas têm apoio dos familiares, por isso, apelam às autoridades competentes para as apoiarem num espaço de acolhimento dos filhos que carecem de cuidados especiais.

 

No dia em que se comemora o dia internacional das pessoas portadoras de paralisia cerebral, o parque infantil Aurélio Gonçalves acolheu com muita animação e diversão as crianças que nasceram com essa doença.

No momento da comemoração, as crianças estavam muito animadas e divertidas ouviam música e histórias. As mães mostram muita vontade de trabalhar e poderem criar os filhos que exigem maiores cuidados, mas isso não é possível porque não existe um centro de acolhimento para as crianças portadoras de paralisia cerebral.

Cátia Vanessa defende que todas as crianças têm os mesmos direitos e as que nasceram com qualquer deficiência, física ou congénita, não fogem à regra. Aliás, são elas que carecem de maiores cuidados e os pais deveriam ser apoiados porque cuidar de uma criança com necessidades especiais não é uma tarefa fácil para as famílias. A mesma defende que a criação de um espaço de acolhimento seria uma mais-valia para as mães que não têm onde deixar os filhos para irem trabalhar.

Cláudia da Luz, mãe de uma criança com microcefalia, diz que graças a Deus tem a ajuda da sua mãe que aceita ficar com a filha Camila, enquanto vai trabalhar, mas a mesma diz que conhece muitos casos de mães que se sentem impossibilitadas de trabalhar porque não têm onde deixar as crianças, por isso, defende que há uma necessidade muito grande de se criar um centro para acolher as crianças com paralisia.

O presidente da Associação dos deficientes também se mostra preocupado com a situação e reconhece que sem apoio dos familiares e das autoridades competentes, a vida dessas crianças e das próprias mães torna-se difícil. O mesmo avança que dentro de dias irá contactar a Câmara Municipal de São Vicente, no sentido de procurar ajuda na construção de um espaço próprio que deixa muita falta, para evitar as despesas com o aluguer do espaço e ajudar de forma mais próxima no acolhimento dessas crianças.

Sabe-se que a ADEF faz o atendimento das crianças portadoras de paralisia nas residências dos pais.

 

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