Vendedores ambulantes em São Vicente reclamam falta de segurança

4/09/2014 00:11 - Modificado em 4/09/2014 00:11


carrinho-maoOs vendedores ambulantes que vêm da ilha de Santo Antão para a ilha de São Vicente vender os seus produtos alimentares, nomeadamente verduras, no local situado ao lado da loja Copa, estão preocupados com os frequentes roubos que são feitos por rapazes novos que circulam pelos arredores do local de venda e reclamam por um local fixo para fazerem os seus negócios. 

 

Os vendedores não têm um local fixo e adequado para a venda. Em entrevista ao NN alguns deles denunciaram a situação. No caso da vendedeira Beatriz, esta disse que “neste local estamos bem, mas o que nós temos falta é de segurança, por exemplo, de polícias porque há vários roubos cometidos por rapazes. Eles pedem produtos e se não dermos roubam e fazem ameaças com armas brancas. Se uma pessoa tiver de morrer, morre aqui e sem polícia para intervir”.

Já Fredson, outro vendedor ambulante, diz que “já tem cerca de 3 a 4 anos que saímos do cais para andarmos de ponta a ponta sem termos um lugar fixo para a venda. Aqui não há segurança e nem polícia e acho que a Câmara Municipal de São Vicente deveria encontrar uma solução para um local apropriado para as vendas”.

A vendedeira Dilma disse que “há muitos rapazes que roubam produtos aqui, sacos de batata, mandioca e eu acho que é para eles venderem. E é na altura da manga que se encontram com maior frequência por aqui para conseguirem tirar a sorte”. Da mesma forma, Ilda, outra vendedeira, afirma que há vários furtos e que trabalha com 3 homens para evitar que os meliantes lhe roubem as verduras.

Por fim, Ilídio garante que “não temos um lugar adequado para a venda e são cerca de 2000 pessoas que circulam neste local. Não temos segurança e os gatunos querem os produtos a todo o custo”. Ilídio apela para que a Câmara Municipal dê um lugar, afirmando que fazer negócio no cais era mais seguro.

O jornal NN contactou a Câmara Municipal de São Vicente para falar com o responsável da fiscalização mas de momento encontra-se de férias.

  1. anete Vital

    Que descaramento !!!
    Para que servem os mercados. Francamente.

  2. paulo duarte

    acho que a Câmara deveria ceder o espaço da ex-esquadra policial frente ao mercado de peixe ou no espaço anexo ao mercado de hortaliça, onde todos fazia as suas vendas mais seguras, pagando a cada um a taxa de ocupação por cada carro que vem descarregar a mercadoria

  3. Adilson

    1º- Atenção “Anete Vital” , porque não existe nenhum mercado local ou em outra ilha de Cabo Verde com capacidade para dar vazamento ao numero de viaturas carregadas com mercadorias vindo de Santo Antão.
    2º- Para começar é uma venda “clandestina” num local inapropriado, mas ultimamente tem havido a presença policial mas só não conseguem dar vazão a esta venda descontrolada e desafiadora entre fornecedores.
    Se é “clandestino” logo não pagam impostos, então não podem exigir segurança.

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