Clientes acusam taxistas de “passar pau” nos fretes

4/09/2014 00:08 - Modificado em 4/09/2014 00:08
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taxi3Muitos clientes têm reclamado dos preços praticados pelos taxistas e dizem ser “enganados e furtados descaradamente pelos serviços de táxi”, ou seja, como se diz em São Vicente, de “passar pau” ao freguês, isto porque não sabem se pagam o preço justo pela corrida. Todavia, alguns taxistas afirmam que há colegas que têm vindo a praticar preços para benefício próprio, mas outros refutam a acusação.

 

Os clientes dizem que parece não existir uma tarifa fixa em São Vicente porque cada taxista pratica um preço, por isso, pedem para serem esclarecidos acerca das tarifas estabelecidas para não serem enganados pelos taxistas no momento do pagamento dos fretes.

Marcelina Conceição diz que tem uma pequena mercearia e que faz as suas compras quinzenalmente, mas para cada viagem que faz até à sua mercearia em Chã de Cemitério, os taxistas recebem um preço diferente que oscila entre os cento e cinquenta escudos e os duzentos escudos. A mesma defende que deveria existir um preço fixo, ou então utilizar o sistema de taxímetro “para que os utentes não sejam furtados pelos taxistas”.

Samuel Fonseca também tem as mesmas reclamações e diz que é necessário informar os clientes quanto à tarifa porque são enganados frequentemente pelos taxistas. Os preços variam consoante os condutores e fica assim a dúvida de quando se está a pagar um preço justo e quando se está a ser enganado. Para além disso, Fonseca diz que muitas vezes os taxistas recusam dar recibos alegando que não têm. “Para qualquer serviço prestado, o cliente tem direito ao seu recibo sem ter de perguntar antes se dispõe do mesmo”.

Nataniel Oliveira diz que o preço pago pelo serviço de táxi muitas vezes não compensa, porque os táxis não têm condições, os assentos muitas vezes estão rasgados, o interior sujo, sem contar que à noite, para além de se pagar duzentos escudos por um frete, as namoradas dos taxistas acompanham-nos durante o serviço e se for um grupo de quatro pessoas, os quatro são obrigados a sentarem-se no assento de trás porque a namorada ocupa o da frente.

Embora alguns taxistas confrontados pelo NN afirmem que há colegas taxistas que têm vindo a praticar preços para benefício próprio, outros taxistas refutam a acusação dizendo que os clientes nem sempre compreendem ou aceitam que as distâncias não são as mesmas, por isso, é normal pagarem mais, principalmente no período nocturno.

A tarifa dos serviços de táxi é determinada pela Câmara Municipal de São Vicente que estabeleceu os seguintes preços: dentro da cidade os utentes devem pagar 150 escudos no período do dia, 180 escudos no período nocturno, do centro ao subúrbio e entre subúrbios o preço é de 170 escudos/dia e 200 escudos/noite. Quanto às zonas mais afastadas da cidade, os preços variam entre 400 a 1500 escudos.

Tentamos contactar o Vereador da CMSV, Rodrigo, responsável pelo regulamento das tarifas, assim como a associação dos taxistas no Mindelo, mas os mesmos não se encontravam disponíveis.

 

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