DGV defende a aplicação do taxímetro para que haja justiça no pagamento

4/09/2014 00:04 - Modificado em 4/09/2014 00:04
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TAXIMETROMuitos clientes mostram-se descontentes com determinados preços aplicados por alguns taxistas que praticam preços acima da tarifa estabelecida. A Direcção-Geral de Viação e Segurança Rodoviária no Mindelo considera que a forma mais justa e correcta é a introdução do sistema de taxímetro, mas na falta de fornecedores, não é possível a sua aplicação.

 

Muitos taxistas em São Vicente praticam preços acima da tabela estabelecida, razão pela qual os utentes ficam confusos quanto ao preço a pagar por um frete.

A directora da Direcção-Geral de Viação e Segurança Rodoviária, Sandra Rodrigues, defende que embora a Portaria nº35/2008 seja clara, não é possível a implementação do taxímetro em todas as ilhas de Cabo Verde, mas é obrigatória a utilização do taxímetro nas ilhas de São Vicente, Sal e Santiago. Infelizmente, ainda não foi possível a sua aplicação no Mindelo devido a alguns constrangimentos como a falta de fornecedores dos aparelhos taxímetros.

Sandra adianta que embora houvesse contactos com uma empresa fornecedora que mostrou disponibilidade em garantir assistência técnica em caso de avaria, não foi possível implementar o acordo devido ao encerramento da mesma. Questionada sobre uma possível data para garantir o serviço do taxímetro em São Vicente a mesma adianta que embora a maior parte dos utentes e proprietários prefira a utilização do taxímetro não é possível precisar uma data para a sua implementação.

Quanto à tabela de preços praticados pelos taxistas, a directora avança que foi estabelecida pela CMSV e pela Associação dos taxista, portanto, a Direcção-Geral de Viação e Segurança Rodoviária não participou na sua elaboração e que só tomou conhecimento depois de estar implementada.

Em 2008 foi publicado e aprovado pelo Ministério a Portaria nº35/2008 que estabelecia as seguintes tarifas: serviço normal aplicado das 06horas às 22horas e nocturno, das 22horas às 06horas; urbano prestado no interior das localidades, cobrado consoante a fracção e tempo de espera; a quilómetro, prestado em função da quilometragem a percorrer e à hora prestado em função do tempo de utilização do veículo.

Segundo a directora, esta tarifa é aprovada mas não quer dizer que os munícipes devam usá-la tal com está, isto porque as tabelas representam uma baliza, ou seja, não pode ser cobrado um preço inferior ou superior ao estabelecido na portaria.

 

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