Dr.ª Ariana Mota: Região norte deveria ter um médico legista

3/09/2014 00:01 - Modificado em 2/09/2014 22:51
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medicoO corpo de Carlos Carvalho Guilherme, encontrado morto na semana passada na praia da Cova d’Inglesa já foi autopsiado, mas ainda o médico legista não tem a conclusão das causas da morte.

 

O NN sabe que a Delegacia de Saúde e a PJ, acompanhados por um médico legista realizaram nesta terça-feira o exame médico para apurarem as causas da morte de Carlos Carvalho Guilherme. Mais uma morte em São Vicente em que os familiares aguardam o resultado da autópsia para realizarem o funeral.

Não foi possível saber as causas da morte de Carlos Guilherme, porque o médico legista ainda não tinha concluído a autopsia. Esta foi solicitada porque o corpo apresentava sinais exteriores que não permitem concluir se houve agressão ou não. Assim, o corpo ficou cerca de uma semana à espera da análise e parecer do médico legista para que a PJ saiba se está na presença de um homicídio ou de uma morte natural. Por isso, as autoridades tiveram de requisitar o legista da ilha do Fogo para proceder à autópsia, porque trata-se de um caso especial que merece a análise de um especialista.

De realçar que apesar do atraso na realização da autópsia, os custos de permanência do corpo em câmara fria ficam por conta do Ministério da Saúde.

A Delegada de Saúde de São Vicente, Ariana Mota diz que compreende que a situação seja difícil e constrangedora para as famílias e para as estruturas de saúde, mas é uma situação que foge do seu controlo: “temos apenas que aguardar”.

De acordo com a Dr.ª Ariana Mota, existem só dois médicos legistas para Cabo Verde e situações do tipo acontecem em todas as ilhas. Mas “sempre que precisamos, temos de entrar em contacto, providenciar um médico legista para se deslocar e ficamos dependentes deles”.

Para a Delegada de Saúde, a região norte deveria ter um médico legista para ultrapassar este constrangimento. Em muitas situações conseguem fazer toda a avaliação, mas há aqueles casos que os ultrapassam e não conseguem afirmar com segurança a causa da morte: “quando podemos e sabemos que é seguro, realizamos o exame, mas quando nos ultrapassa, temos de recrutar um médico legista”.

 

 

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