UNITA ameaça boicote

13/07/2012 00:48 - Modificado em 13/07/2012 00:48
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A um mês e meio das eleições gerais em Angola, a UNITA admitiu ontem não ir a votos, por alegada “falta de condições”. Em causa está o que o maior partido da oposição angolana diz serem as “ilegalidades” em curso na condução do processo eleitoral.

 

“Se os vícios e anomalias não forem sanados, e as condições objectivas não estiverem reunidas de modo satisfatório, nos termos da lei, e nos prazos estabelecidos, dificilmente Angola irá às urnas para eleger democraticamente os seus líderes”, afirmou, em Luanda, o líder da UNITA, Isaías Samakuva. “Não pode haver eleições democráticas em ambiente não democrático. Nem eleições imparciais e transparentes se o órgão que as organiza não agir sempre com imparcialidade e transparência”, acrescentou.

Enumerando as “irregularidades”, o líder da UNITA apontou, entre outras, a falta de cadernos eleitorais, a não afixação das listas para eventuais recursos e a contratação da empresa espanhola Indra para dar apoio ao processo eleitoral e fornecer todo o material necessário, a troco de 200 milhões de euros.

A UNITA deu um prazo ao governo, fixando como limite o início da campanha eleitoral, a 1 de Agosto, para atender as suas reivindicações. Caso contrário, promete organizar manifestações de rua contra a Comissão Nacional Eleitoral e admite, até, não participar nas eleições de 31 de Agosto. “Se formos a votos, seja qual for o resultado, não podemos mais protestar. Ninguém nos vai dar crédito”, afirmou Samakuva, que disse já ter informado a CEDEAO, a União Africana e a UE do que afirma ser a preparação de uma “fraude eleitoral”.

 

 

 

 

cm.pt

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