Dinâmica do nada… e uma prespectiva limitada do futuro III

29/08/2014 10:04 - Modificado em 29/08/2014 10:04

delucaAssim vão as coisas por estes lados… Um bocadinho de mau… Um bocadinho de péssimo… Mau e péssimo…

Acabo de ler isto: “Sal: Feira de negócios promove pequenos empresários – Uma feira de negócios está agendada para este sábado, 30, na ilha do Sal, uma iniciativa da Agência Desenvolvimento Empresarial e Inovação, da Câmara Municipal do Sal e da ProConSal. Trata-se de um espaço de promoção dos médios, pequenos e micro empresários.”… Muito bom, adoro o espírito de iniciativa e de quem quer chegar mais longe. Vontade de progredir, de promover atitudes e, principalmente, dinamizar a economia que por si só e, por estes lados, está quasi congelada. Nós do Mindelo esperamos apenas pela FIC (que antes tinha domicílio nesta ilha e que agora, só a vemos ano sim, ano não… uma tal EXPOMAR que apenas serve para mostrar um pouco do nada enquanto alguns confraternizam no bar instalado ao ar livre – sem grandes impactes). Uma feira agro-pecuária local e localizada, com alguma visibilidade mas que precisa de se expandir… se a vontade de fazer não for embora, claro.

Mas São Vicente continua a desenvolver técnicas e tácticas de uma dinâmica do nada (cousa irrelevante)…

Temos Porto? Temos… Temos Aeroporto (usá-lo para carga aérea)? Temos… Temos espaço para fábricas? Temos… Temos logística? Temos… E o que fazemos? Nadaaaaaaa. Porque não criar feiras regionais (Santo Antão, São Vicente e São Nicolau) onde se possam promover encontros/debates/vendas entre os médios, pequenos e micro empresários desta região também? Produtos agrícolas, pecuária, bens e serviços que podem interagir… criar sinergias ou até mesmo criar cooperativas regionais que promovam a exportação da produção regional… muita coisa, muita coisa pode ser feita.

Em São Vicente domina a prestação de serviços… por isso, devemos trabalhar com quem tem produção para, juntos, criarmos a ECONOMIA DE ESCALA. Atrair fábricas de embalagem e conservação de produtos, para a tal exportação…

Mas voltando à teimosia do nada, vemos que São Vicente vive sempre com uma máscara de ferro chamada “Dona Inércia”… e que funciona num regime de “soro hospitalar”, onde as iniciativas aparecem e desaparecem lentamente. E, depois “secam” para não mais voltar.

Gente no mexe… porque atrás vem gente. Ou vamos dar-lhes a 2ª via da Fome de 40?

Tenho dito…

 

Deluca Leite Monteiro

29 de Agosto de 2014

  1. Mário Matos

    Parabéns, Sr. Deluca Monteiro e obrigado por esse alerta! Propostas simples mas de grande eficácia na área dos negócios e da economia local/regional. Sobretudo, felicito-o por colocar a tónica da construção das soluções no local/regional, em nós! S. Vicente tem enormes potencialidades insuficientemente exploradas ou mesmo, algumas, por explorar. Claro que a feira agro-pecuária pode agigantar-se em feira regional e não só, que podemos think big na agricultura e pecuária e na agro-indústria e em muitos outros sectores de actividade; que podemos dar um salto na oferta do Festival da Baía das Gatas – o primeiro do género em Cabo Verde; que o Carnaval pode ser ainda melhor aproveitado tanto do ponto de vista cultural como no dos negócios (a captação e comercialização das imagens ainda não serve quem faz o Carnaval, por exemplo); que podemos estreitar ainda muito mais a relação Universidade/Empresas para o I&D, etc,…! Vamos mesmo p’ra frente porque atrás vem gente e… a competir!

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