Pré-universitários apreensivos com o dinheiro para as propinas

28/08/2014 00:47 - Modificado em 28/08/2014 00:47

universidadeO novo ano lectivo para os estudantes universitários inicia já no próximo mês de Outubro e os estudantes, os pais e os encarregados de educação já se mostram preocupados com o pagamento das propinas.

 

Matrículas abertas e estudantes matriculados nas universidades com a preocupação de conseguirem o montante para o pagamento das mensalidades. Os estudantes, pais e encarregados de educação estão com o ânimo à flor da pele porque, por um lado é satisfatório ter um filho na faculdade, por outro, mostram-se preocupados em como manterem os futuros licenciados nas universidades porque a situação financeira está complicada.

Márcia Cardoso é mãe de Alícia uma estudante que terminou o 12º ano e quer ver a filha a entrar numa universidade para fazer o Curso de Contabilidade que tanto quis fazer. Márcia é empregada doméstica e diz que neste momento não tem condições financeiras para custear a licenciatura da filha, mas está esperançosa que através do ICASE a filha consiga uma bolsa de estudo e consiga ser contabilista.

Nadine Medina, uma jovem de 21 anos diz que o seu sonho é fazer o curso de enfermagem e já se encontra matriculada na Universidade do Mindelo. A sua preocupação agora é como pagar as propinas. Ela trabalha num restaurante e diz que o salário é insuficiente para pagar a propina. Nadine diz que tentou matricular-se numa das universidades no ano passado, mas desistiu por causa da falta de recursos financeiros e encontra-se desempregada.

Jandir Almeida também se encontra na mesma situação. A sua esperança é conseguir uma bolsa de estudos para continuar os estudos universitários, uma vez que a sua média poderá proporcionar-lhe maiores possibilidades para ser um potencial bolseiro.

  1. Clara Medina

    O problema é que um grande numero de caboverdianos está obsecado em entrar numa universidade e a maioria nao tem um IQ suficiente, nao tem formacao adequada e tambem “last but not least ” nao tem recusos financeiros suficientes. Levar tambem em conta que a maioria dos estudantes caboverdianos pós-independência tem uma fraca preparação para frequentar na Europa Escolas Superiores com um certo renome.
    Universidades à lá Relva há muitas nao só em Portugal mas como tambem em CV onde se verifica uma diarreia continua no que se refere à criações de universidades. Mas todas elas mesmo nao fornecendo um producto de qualidade como se espera, nao sao tambem instituições filantrópicas.
    Um problema sem solução. Cada um que se responsabilize pelas suas escolhas, pois o Estado está falido consequência duma blindagem falhada e boicotada contra a crise e tem as suas prioridades. Trazer mais universitários feitos a martelo para um “mercadinho” como o nosso é simplesmente irresponsavel.

  2. igor

    so que o pais nao pode ser feito somente com os que sao considerados génios de QI elevado ,mas também dos que se “desenrascam ” no conhecimento porque o caminho se faz caminhando e a experiençia se adquire com tempo e a vida nao se faz so com a ciençia mas tambem com a inteligençia intrinsica que todos têm… Só que em cv a ELITE esta a sentir ameaçado porque a licenciatura que outrora era previlégios de uma minoria , hoje esta a alcançe de todos graças a massificaão de Ensino.. nao se iluda…

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