Voleibol em São Vicente: apesar dos resultados, muitas dificuldades

26/08/2014 04:24 - Modificado em 26/08/2014 04:24
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Voleibol1São Vicente tornou a fazer história no voleibol nacional no último fim-de-semana ganhando o campeonato nacional tanto feminino como masculino. Em conversa com o Presidente da Associação Regional de Basquetebol e Voleibol, Aquilino Fortes, o mesmo faz saber as dificuldades para a realização dos campeonatos, inclusive o plano de actividades que teve de ser restrito ao básico, os campeonatos de seniores.

 

“As pessoas podem pensar que, lá porque as equipas de São Vicente ganharam ou têm vindo a ganhar constantemente, as coisas têm corrido de forma excelente. Estou aqui para dizer que não”, afirma Aquilino. Os apoios necessários para a realização do campeonato e o número reduzido de equipas estão na base das dificuldades. Por isso, Aquilino dá todo o mérito às equipas pelo esforço e trabalho para conseguirem alcançar os objectivos.

O campeonato regional feminino teve de ser adiado por insuficiência de equipas e foi necessário criar uma nova equipa para conseguir viabilizar o campeonato. Depois deste episódio, tudo começou a “decorrer normalmente”, até aparecerem os problemas financeiros. “Apareceram os problemas financeiros e a Câmara Municipal que como se sabe, já são cerca de três anos que não dá o subsídio, até agora, nada”, continua o presidente. E a associação gere apenas o subsídio vindo da federação, que é considerado “insuficiente”.

Esta insuficiência financeira veio atrapalhar os planos da associação que pretendia realizar um campeonato de sub-18 e também de volei de praia. E, como revela, não queriam endividar-se sem terem garantias que conseguiriam arcar com as responsabilidades.

Mas para Aquilino, o maior problema reside na arbitragem. “Temos cinco árbitros e quatro são da mesma equipa e no dia em que essa equipa joga, não temos árbitro, o que dificulta de forma tremenda a nível dos jogos”. Diz ainda que já houve contactos com a federação para ministrar formações de modo a poder haver mais árbitros que não estejam ligados a nenhuma equipa, mas ainda não houve qualquer acção.

Ainda não sabe se vai continuar à frente da associação, por isso, sente que o deve ser feito é “continuar a apoiar” a modalidade. “E continuamos sempre a pedir apoios e não é apenas financeiro. E se alguém quiser dar um bocadinho do seu tempo para a associação e para um clube é um apoio”, garante Aquilino. Pede aos antigos praticantes para se aproximarem da modalidade e também dos clubes para trabalharem.

Considera que foi “um prémio São Vicente ter levado os dois títulos”.

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