“O governo tem que acreditar nas modalidades de salão”

12/07/2012 07:07 - Modificado em 12/07/2012 07:07

O balanço feito pela presidente da Associação Regional de Basquetebol em São Vicente Neusa Maniche, do ano desportivo é “extremamente positivo”. Esta avaliação é baseada nas actividades realizadas. Além do campeonato realizado, que para a presidente decorreu “sem incidentes graves”, conseguiram realizar outras actividades como o All Star Game, conseguindo juntar o desportivo ao social com recolha de alimentos para o Centro de Apoio aos Doentes Mentais de Ribeirinha.

 

O basquete feminino é outro ponto para Neusa que mostra a positividade da época. Apesar de contar com apenas três equipas nesta vertente, o presidente avança que mais duas equipas já estão a treinar para participar no próximo campeonato. O ponto positivo é que uma das equipas é uma escola secundaria. “Quando tem iniciação na escola que tem uma parte formativa” o que dá aos jogadores uma postura diferente nas diferentes fases do jogo.

 

Dificuldades

Para Neusa a época não foi fácil e aponta alguns pontos menos bons que dificultou a associação de fazer um melhor trabalho. O primeiro item é a inexistência de um placar electrónico no polidesportivo. O espaço físico é insuficiente e o classifica como o calcanhar de Aquiles. “Tem um polidesportivo para todas estas modalidades e não é suficiente para treinar e fazer campeonato”, acrescenta. “As vezes queremos fazer actividades e não podemos porque tem outras actividades no mesmo espaço que nem são desportivas”, revela.

Acrescenta a lista dificuldades materiais básicos para a realização do campeonato como apitos, cronómetros, redes, ares e bolas.

 

Apoios

Com essas carências Neusa adianta que esta época não conseguiu “apoio de nenhuma empresa”. Salvo um apoio pontual para a realização do All Star Game. E com o fim do campeonato a “federação ainda não deu nenhum apoio em termos financeiro para a associação”, como revela Neusa. “Assim é difícil gerir um campeonato”, desabafa.

Acrescenta que “não consegue fazer um campeonato sem verbas, tem que pagar árbitros oficiais de mesa, taças e campo”. Por isso pede que outras empresas e entidades possam juntar “as sinergias em prol do desenvolvimento do basquete”.

Essa junção de sinergias poderia ser expressa não somente em apoio financeiro mas também no financiamento de bolsas de estudos para atletas no caso de universidades. Ou através de patrocínio de formações em áreas especificas dando aos atletas outras ferramentas, e assim ajudar a sociedade a ser “mais saudável”.

Para Neusa, é que o desporto muda pessoas, condutas e comportamentos”. E por isso pede uma atenção especial a estas modalidades, e chama a atenção que o desporto está ligado a saúde e por isso a preocupação não deve ser de apenas de um único ministério.

  1. Edson

    O seu campeonato foi “extremamente positivo”, sabes porquê! …A sua querida equipa ganhou… A equipa que não gostas perdeu… O CINISMO no basketbol tem que acabar aqui em SV.

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