Pedido de perdão

13/08/2014 09:46 - Modificado em 13/08/2014 09:46
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PEDIDO DE PERDÃO

– Matéria! Fizeste de tudo para ter dinheiro, roubaste, fui a tua escrava, chantageaste várias pessoas. Em vez de estares na cadeia, estás solto e bem da vida. Ainda dizes que tudo é matéria! Isso faz-me pensar que viver uma vida de honestidade não me levou a nada. Quem disse que o crime não compensa?

Três carros da marca Mercedes estacionam à frente da porta do bar da Júlia em Monte Sossego. O motorista abre a porta do veículo a um homem que veste fato branco de linho fino. Ele desce, entra no estabelecimento acompanhado dos seguranças e dirige-se ao balcão onde pergunta pela proprietária.
– Quem é que pergunta por mim? Retruca à Júlia que vem da cozinha a limpar as mãos num avental azul-escuro.
– Sou eu.
– Quem é o senhor? Guilherme tira os óculos de sol e pergunta.
– Esqueceste-te de mim, Júlia?
– Guilherme! O que fazes aqui? Pergunta a mulher com a voz trémula.
– Tu és um dos motivos que me trouxe aqui.
– Por minha causa? Pergunta a pobre assustada.
– Será que me concedes um pouco do teu tempo?
– Da última vez que nos vimos quebraste-me o bar, deixaste-me cheia de marcas no corpo. Diz a Júlia apalpando o ombro direito.
– Na minha vida aconteceram coisas que me fizeram abrir os olhos e reconhecer os meus erros. Aqui está o dinheiro que te roubei. Guilherme tira um talão de cheque do bolso e dá uma quantia à Júlia. Ela pega no cheque e quando vê os números fica espantada. Dobra-o e guarda-o junto ao seio esquerdo.
– Não dá para acreditar que aquele homem é o Guilherme. O que será que ele estará a preparar? Perguntou alguém.
– Viram aqueles carros?! Perguntou outro.
– Ouvi dizer que ele contraiu matrimónio com uma milionária. Retrucou outra pessoa.
– Aceitas conversar comigo?
– Vai ter que ser rápido porque tenho umas moreias para fritar.
– Não posso demorar também.
– Vamos para a sala.
– Aqui continua tudo igual. Disse o Guilherme entrando na pequena sala. Júlia tinha pouca mobília, uma mesa com quatro cadeiras no centro, um pequeno televisor e um sofá. A visita passa as mãos no sofá, na mesa e recorda o passado.
– Continuo a mesma pessoa. Tu é que estás bem de vida. É engraçado. Fizeste a vida negra a muitas pessoas e olha como estás. Trabalho feita uma mula e não tenho nada.
– Tu é que dizes que eu tenho tudo.
– E não tens? Olha como vestes, os carros que estão lá fora, esse cheque?!
– Isso é só matéria, Júlia.
– Matéria! Fizeste de tudo para ter dinheiro, roubaste, fui a tua escrava, chantageaste várias pessoas. Em vez de estares na cadeia, estás solto e bem da vida. Ainda dizes que tudo é matéria! Isso faz-me pensar que viver uma vida de honestidade não me levou a nada. Quem disse que o crime não compensa?
– Estás muito amargurada Júlia.
– Os teus maus-tratos e esta porcaria de vida que nunca sai da cepa torta é que me fizeram assim. Passei anos a pagar as tuas dívidas e quando chegavas em casa nada podia dizer-te para não ter que apanhar feita uma escrava. Lembras daquele dia que levaste uma sova na rua por causa das dívidas de jogo? Chegaste a casa encharcado em sangue, quis levar-te para o hospital mas tu não quiseste porque tinhas medo que a Polícia te pusesse as mãos em cima, chamei-te à razão por causa do jogo, da vida errada que levavas, Guilherme. Só queria o teu bem já que eras o homem que dormia comigo. Naquele dia apanhei a dobrar, só não me mataste porque os clientes do bar entraram e fizeram-te parar. Pensavas o quê, que chegarias aqui como se nada fosse que eu te receberia de braços abertos? Não imaginas a vontade que tinha de poder despejar na tua cara tudo o que estava engasgado aqui, Guilherme, de poder dizer que já não tenho medo de ti. Não imaginas o alívio que senti quando fugiste. Já não era necessário esperar-te deitar para esconder atrás daquele balcão a caixa onde guardava o dinheiro que ganhava cansada…
– Não sei o que dizer. Perdão, perdão, é só o que te peço. Ouve o que tenho para dizer, Júlia.
– Desembucha de uma vez porque não tenho a vida ganha.
– Tens razão quando dizes que passei a vida correndo atrás de cascalho. Quando fui embora raspei todo o dinheiro que guardavas. Hospedei-me numa dessas pensões ordinárias que há por aí. O dinheiro não deu para muito. Quando ele acabou não teria para onde ir se não tivesse encontrado o Barbicha. Ele era um homem de média estatura, tinha a cabeça rapada, usava duas argolas de ouro em cada orelha e era gordo. Não tinha piedade de ninguém.
– Sempre andaste com marginais da pior espécie.
– Jamais conhecera alguém assim. Os homens com quem andava são amadores ao pé dele. Barbicha tinha uma organização criminosa que assaltava joalharias, bancos, falsificava dinheiro, traficava drogas, crianças, órgãos humanos, armas, etc. Os nossos crimes eram perfeitamente organizados. Tudo era planeado ao mínimo detalhe.
– Porque é que me contas estas coisas? Pergunta a Júlia interrompendo a narração do Guilherme que não lhe responde.
– A nossa organização era muito conhecida. A Polícia Judiciária fazia de tudo para nos prender e nada. Éramos conhecidos como os lagartos escorregadios. A comunicação social estava caída sobre a Polícia Científica devido aos fracassos nas investigações.
– Lembro-me de ter ouvido qualquer coisa na televisão. Não duvido que tenhas tido algum envolvimento com essa organização. És homem para tudo. Agora percebo de onde é que vem o teu dinheiro.
– Enganas-te Júlia.
– Claro! Agora estás cheio do cacau!
– O meu dinheiro não vem do crime.
– Guilherme! Conta isso a quem não te conheça!
– Deixa-me terminar. É certo que o dinheiro do crime entrava a rodos, mas também saía do mesmo jeito.
– Explica-me uma coisa. Pergunta a Júlia com a mão no queixo. Como é que vocês escapavam das garras da P. J.? Pelo que eu ouvia os homens a comentar no bar a própria Polícia não sabia como explicar os constantes fracassos!
– O Barbicha tinha um informante dentro da Polícia. Era conhecido como o X9. Ele informava-nos de todos os passos da Polícia. Mas o mal tarde ou cedo acaba por perder. Barbicha e o X9 desentenderam-se por causa da divisão dos lucros. Ele queria ter uma parcela mais elevada na partilha e isso desagradou ao chefe dos lagartos. No último assalto o nosso informante não passou todas as informações e a Polícia caíu em cima de nós numa joalharia. Ficou claro que tínhamos sido vítimas da vingança do X9. Barbicha jurou que se escapasse iria atrás do traidor. Dito e feito. Os agentes da Lei tinham a joalharia cercada, disseram-nos para sair de mãos para cima que teriam compaixão de nós. “Quando é que a Polícia teve compaixão de criminosos?” Aquilo foi um banho de sangue, Júlia. Houve mortes de ambos os lados. Dos lagartos, eu e o Barbicha fomos os únicos que saímos com vida daquela guerra. Aquela noite ficou conhecida como a noite sangrenta.
Barbicha cumpriu o prometido e fomos atrás do X9. Passámos a cidade a pente fino até o encontrarmos. Conseguimos atraí-lo para uma armadilha. Só que de burro ele não tinha nada, muito pelo contrário. A Judiciária estava interessada na cabeça do Barbicha e colocara um prémio de dez mil contos para quem revelasse o seu esconderijo. O nosso ex-informante queria fazer carreira prendendo o chefe da maior quadrilha criminosa de Cabo Verde. Julgou que conseguiria esse feito sozinho. Os dois brigaram até à morte. Quando ouvi a sirene da polícia avisei ao Barbicha mas ele não me deu ouvidos. Tratei de fugir dali sem mais delongas. Foi na televisão que fiquei sabendo que quando a Polícia chegou os dois estavam quase mortos. Barbicha sabia que no mundo do crime não existem amigos, por isso gravou um CD com todas as conversas que tinha com o X9 e antes de deixar este mundo para ir prestar contas da sua passagem aqui na terra entregou o material aos agentes da lei. O X9 que não tinha conhecimento da existência do CD negou todas as acusações no tribunal e por isso o Meritíssimo Juiz ordenou que pusessem o CD para ele ouvir e quando viu que não tinha como fugir das acusações baixou a cabeça. O Juiz considerou-o inimigo do Estado e condenou-o a uma pena de cinquenta anos de cadeia. Neste momento ele está a cumprir a pena na prisão de alta segurança na ilha de Santa Luzia.
– Porque disseste que estás aqui por minha causa, perguntou à Júlia.
– Tenho uma filha.
– Tens uma filha?
– Sim, Júlia. Guilherme introduz a mão direita no interior do casaco e tira uma fotografia que mostra à Júlia.
– Ela é linda. Quantos anos ela tem?
– Ela tem cinco anos e chama-se Renata.
– Como é que conheceste a mãe dela?
– Conheci-a um ano depois de ter deixado a vida do crime. Estava a andar pela rua quando vi dois homens a assaltar uma jovem. Aproximei-me e disse-lhes para a deixarem em paz. Um deles puxou uma faca e partiu para cima de mim. Despi o casaco e enrolei-o nos braços. Brigámos e quando o outro viu que eu ia acabar por vencer o companheiro desferiu-me dois tiros nas costas e caí sem sentidos. Fui acordar meses depois num hospital. A enfermeira de plantão disse-me que enquanto estive em coma a mulher que me tinha levado para o hospital não saiu da cabeceira do meu leito um minuto. Uns meses depois casámo-nos. Era filha única de um casal de milionários. É por isso que tenho dinheiro.
– Vês… minha filha é doente, Júlia. Ela tem um problema grave no coração. Vários especialistas já examinaram a Renata e até agora não nos deram uma solução para o seu problema. Todo esse dinheiro não me serviu de nada, Júlia. A vida é engraçada, no passado corri tanto atrás do dinheiro e hoje que o tenho vejo que ele não me serve de nada. Para quê ter bens se ele não pode salvar a vida da pessoa que mais amamos, Júlia?
– Quem te vê a falar assim não é capaz de acreditar, Guilherme.
– Jurei que se a minha filha for poupada faço tudo o que estiver ao meu alcance para melhorar a vida daqueles que sofrem. É por isso que estou aqui para pedir que me perdoes. Antes de vir visitar-te estive na casa do velho Augusto e contei-lhe a minha história. Ele me disse que terei muito tempo na vida para aprender. Acho que tudo isso é um castigo que a vida me está dando. Aceito qualquer castigo mas não na minha filha. Ela não pode pagar pelos meus erros.
-Fico surpreendida pela tua mudança, Guilherme. Confesso que nunca imaginei voltar a ver-te na minha vida.
– Perdoas-me Júlia? Preciso do perdão daqueles a quem magoei. É importante para mim. Acredita que sofro.
Alguns tem consciência do mal que fizeram mas não pedem desculpas por causa do orgulho que lhes dominou o coração. E há homens que são poupados para aprenderem a viver. Não raras vezes, os homens têm que sofrer para poderem valorizar o que a vida lhes traz. O sofrimento não passa de um exercício espiritual. As vezes nós perguntamos porquê eu? O que fiz para estar a amargar? Essa pergunta é egoísta. Será que não podemos sofrer, mas os outros podem? Em vez de fazer essa pergunta devemos é perguntar: o que poderei aprender com isto?! Que tipo de homem deverei ser a partir de agora?
É isso que importa nesta vida. Ela passa depressa. As vezes os nossos olhos estão embaciados pela neblina das estradas que tomamos aqui na terra que não damos conta de que a vida passa e que com ela se vão as nossas oportunidades de juntar o nosso tesouro. Não me refiro ao tesouro material, aquele que as traças consomem mas sim ao espírito, aquele que levaremos para o além. Muitas vezes, ao despertamos para a realidade da nossa vida a idade já nos terá alcançado e com ela os problemas da velhice. O nosso tempo estará acabando.

Ronaldo Andrade – Ronana

 

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Comentários dos nossos leitores
Codedidona www.musteruedimeutambe@hotmail.com
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Boa licao,gosto imenso de ler este testo ate ao fim,nao custa nada pedir perdao,e e bom dar perdao a quem necessita.Deus nos mostra o bom e o mau caminho,nos e que escolhemos qual deles.
charles charles@hotmail.com
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Sim senhor gostei, espero que continuas a escrever e narrar acontecimentos do dia a dia de nos terra, força ..
Ronaldo ronanaa9@hotmail.com
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Olá. Obrigado pelas vossas opiniões.
jose carlos pinto Mendes jcpmendes@hotmail.com
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Muito bom…Nunca é tarde… O perdão faz parte da nossa vida diaria…
Rosa Santos joshua_ro18@yahoo.com.br
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É um conto com muita realidade da vida que vivemos, principalmente em cabo verde. Acho que como todo o ser humano erramos e quando reconhecemos o nosso erro por mais desagradável que seja, e tomando consciência do que fizermos e pedirmos perdão, devemos ouvir e tentar perdoar o próximo, porque todo ser humano merece perdão. Gostei muito do conto, desejo-te força e sucesso nos muitos mais que venhas a escrever. Parabéns.
Ana xtroby@hotmail.com
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Parabéns, continua a escrever
L.Melício lovilson_love@hotmail.com
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Este conto que acabo de ler reflete não só na vida de muitos caboverdianos mas tambe no mundo inteiro.Tambem serve para tirar-mos um lição de vida…Parabens Ronana.
Ronaldo ronanaa9@hotmail.com
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Olá Rosa. Obrigada pelas tuas palavras. Como disseste e bem. Todos erramos. Estamos numa estrada da evolução. O que interssa como dizes é saber reconcer que erramos e pedir desculpas. Acho que isso é que nos faz realmente ser aquilo que somos, ou seja, seres humanos. Quem não perdoa quem lhe pede perdão com sinceridade está num estado Espíritual atrasado. Nós estamos nesta terra para tentar aprender com os nossos erros. O caminho que temos a percorrer nesta mortalidade é como uma rosa. Ou seja, ela tem espinhos… Obrigada mais uma vez amiga. Fico contente que tenhas gostado de me ler. O
Valter Rodrigues tbraza14@hotmail.com
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A matéria não é tudo,embora seja importante pois ajuda na maior parte das situações e, como tal, como diz é o nosso amigo Ronana, o importante nesta vida não é o material mas im o espiritual pois que quando morremos nada levamos consnosco, apenas deixamos marcas da nossa passagem terrena. Há que tentar melhorar dia após dia, pois isso é o mais importante nesta vida, embora saibamos que nunca haveremos de atingir a perfeição por sermos meros humanos, ou seja, seres imperfeitos desde a sua génese.Um abraço pa ti Ronana e continua com as tuas escritas, acredita…pois, SABER QUERER É PODER!
Ronaldo ronanaa9@hotmail.com
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Olá meu amigo. Obrigado por teres gostado do meu conto. Durante dois anos andaste a ensinar o perdão na tua missão.Nós temos que perdoar para poder pedir perdão quandop erramos. Abraço do teu irmão Ronaldo
Ronaldo ronanaa9@hotmail.com
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Olá Valter. O que me acabas de escrever somente confirma aquilo que sempre pensei de ti. Que és um ser humano com muita sensibilidade. Como dizes nada levamos desta passagem terrena. Só iremos levar aquilo que construimos quanto seres humanos. Muitas pessoas deixam marcas que serão relembradas portoda a vida, outras deixam marcas de magoas, de tristesa… A matéria nos foi dado para nos auxiliar aqui na mortalidade, para que possamos ajudar aqueles que nada tem nesta vida. Deixa-me te contar uma pequena estória. Um homem foi ao funeral de um homem que tinha muitos bens. Ele pergunta outro homem. “O que foi que ele deixou”? O outro responde. “TUDO”.m Nãolevaremos nada material desta vida. Obrigado pela tua resposta amigo. Contunua a ser como és porque irás muito longe. ronana
Ronaldo ronanaa9@hotmail.com
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Olá Ana. Obrigada pelo teu comentário. ronana
Ronaldo ronanaa9@hotmail.com
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Olá Love. Obrigado pelo que me dizes. O meu objectivo ao escrever este conto é tentar mostrar que a matéria não é mais importante que o valor Espíritual, que saber reconhecer o seu erro e tentar voltar na estrada da vida para limpar aquilo que foi feito e tentar escrever uma nova etapa da vida. Alguém me disse que perdoar não é facíl. É claro que não é facíl esquecer aquilo de erradoque nos fizeram. Se fosse facíl não teria graça. Espero que este conto possa ser de alguma forma positiva na vida daqueles que o lerem. Abraço deste teu amigo eterno. ronana
carlos(lits) litscv@yahoo.com.br
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Fico muito feliz por ti rola, ainda mais porque somos amigos á bastante tempo, boa meu, bem escrito, tem tudo a ver com os dias atuais.
Ralão c.silva@ecos.cv
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Muito bom meu amigo, você tem jeito para a coisa, um abraço e conte com o meu apoio. Ralão
valdemar pereira valdemar233@gmail.com
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Simplesmente extraordinàrio!!! Facil de ler e cheio de exemplos. Não pare, rapaz.
helder helder_antunes@hotmail.com
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parabens ro ta muito bem escrito tens muito talento, continua forca irmao abraco
Casa do Brasil cbc@yahoo.com.br
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Muito bom Ronana, bem ecrito em todos os sentidos. Continua porque tens futuro. Aqueles que não acreditaram em vc antes devem estar a morrer de raiva. Mas é assim que começam os grandes, ninguem acredita no início depois todo mundo vem aplaudir. Força
Lauro Miranda lsmirand@bol.com.br
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Valeu mesmo. continua que tens potencial. Abraço

 

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