Cristiano Ronaldo brilhou mais numa noite estrelada em Cardiff

13/08/2014 09:01 - Modificado em 13/08/2014 09:01
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ronaldoA nova temporada do futebol espanhol arrancou no País de Gales com uma vitória do Real Madrid: a equipa orientada por Carlo Ancelotti bateu o Sevilha (2-0) e conquistou a segunda Supertaça europeia da sua história, juntando-a à obtida em 2002 frente ao Feyenoord. Numa noite de céu estrelado em Cardiff, Cristiano Ronaldo brilhou mais alto e reclamou o troféu para os merengues. Mesmo que ainda em ritmo de pré-época, os detentores da Liga dos Campeões nunca chegaram a ser incomodados pelos andaluzes, que em Maio impuseram ao Benfica a segunda derrota consecutiva na final da Liga Europa.

 

As estrelas – corpos celestes com luz própria – abundaram no relvado em Cardiff, sob a forma de futebolistas. No Real Madrid, Toni Kroos e James Rodríguez, as mais recentes contratações, juntaram-se a Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Karim Benzema, Luka Modric… Muitos milhões que faziam a balança pender claramente para o lado dos merengues. O Sevilha resistiu 30 minutos até conceder o primeiro golo, mas nem antes nem depois disso esboçou qualquer ameaça flagrante à baliza adversária. Se Iker Casillas precisava de provar qualquer coisa na luta pela titularidade (Keylor Navas chegou para fazer-lhe concorrência), teve uma noite demasiado descansada.

Quem ainda tivesse na memória a imagem de Cristiano Ronaldo durante o Campeonato do Mundo – um jogador que não esteve fisicamente a 100%, incapaz de fazer a diferença e por vezes frustrado com os companheiros – esqueceu-a após a Supertaça europeia. É certo que a companhia que tem no Real Madrid é de nível muito superior àquela que tem na selecção portuguesa. Mas o descanso foi muito benéfico para o internacional português, que recuperou o seu futebol e fez a diferença em Cardiff. Fez os dois golos merengues e decidiu a segunda Supertaça europeia disputada entre duas equipas espanholas. O Sevilha (equipa à qual Cristiano Ronaldo já marcou 18 golos em 12 encontros oficiais) não teve a mesma sorte que em 2006, quando conseguiu impor-se (3-0) ao Barcelona.

O Sevilha não ofereceu oposição ao Real Madrid. Beto tinha sido herói frente ao Benfica, no desempate por grandes penalidades, mas foi impotente para deter Cristiano Ronaldo. O guarda-redes até conseguiu levar a melhor no primeiro enfrentamento (26’), mas à segunda tentativa o capitão da selecção portuguesa não deu hipóteses: colocou em Gareth Bale no lado esquerdo, acelerou para a área e finalizou com um toque de primeira o cruzamento irrepreensível do galês (30’).

A reacção que o Sevilha esboçou à desvantagem não passou disso mesmo – um esboço. E apenas foi possível por um erro de James Rodríguez na defesa do Real Madrid (34’), com Casillas a resolver com uma defesa para canto.

Confortável a gerir a partida, o Real Madrid encerrou o assunto logo no início da segunda parte. Cristiano Ronaldo disparou de pé esquerdo após passe de Benzema, sem que Beto conseguisse segurar (49’). Houve mais um esboço do Sevilha, com Diogo Figueiras a atirar para fora (90’). Mas as únicas estrelas que os astrónomos observaram em Cardiff foram as do Real Madrid.

 

publico.pt

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