Desemprego um flagelo a combater

11/08/2014 08:48 - Modificado em 11/08/2014 08:48
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orlando-delgadoO Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Orlando Delgado diz que a questão do desemprego é um drama nacional, apesar de não ser uma responsabilidade directa da Câmara Municipal. Orlando Delgado já prepara três grandes apostas para combater esse flagelo.

O Presidente da Câmara Municipal acredita que esse flagelo deve-se ao facto do Governo ter falta de políticas, por isso, a Câmara tem criticado a forma como o Governo tem desenvolvido a política do emprego a nível do país o que tem levado a uma desertificação do conselho da Ribeira Grande e da ilha de Santo Antão.

Para Orlando Delgado, contrariamente àquilo que seria de esperar, Santo Antão sempre foi crescendo, “mesmo nas épocas em que havia muita fome”. O presidente da CMRG tem projectos para desenvolver algumas acções que considera ser importantes para levar as pessoas a fixarem-se em Santo Antão: um deles é a questão da Universidade. “Ter uma Universidade na ilha de Santo Antão é um dos grandes problemas que levam os jovens a saírem da ilha à procura do ensino”. Segundo Orlando Delgado, com a saída dos jovens da ilha há o empobrecimento das próprias famílias e da própria Câmara: “a Câmara, neste momento, subsidia quase 400 jovens; são cerca de 14 mil contos que saem para fora todos os anos e o dinheiro poderia ser reaplicado aqui dentro para o bem de Santo Antão. Quando temos Universidade, geramos emprego e oportunidades”.

“Sempre defendemos que o sector privado é uma grande aposta, porque o Estado, sozinho, não consegue gerar emprego suficiente”, por isso, o Presidente quer apostar no sector privado. A Câmara, neste momento, cria alguns incentivos às empresas que se queiram sediar em Santo Antão, com incentivos dentro das áreas de sua competência, “a isenção em termos de pagamento de IUP, algumas facilidades de disponibilização de terreno, quando de competência da Câmara”.

Para o Presidente da CMRG a agricultura, neste momento, é um factor de empobrecimento: “a agricultura tornou-se num factor de empobrecimento quando deveria ser um factor de enriquecimento para as próprias famílias”.
Orlando Delgado quer estancar a saída desses jovens e, ao mesmo tempo, criar incentivos e facilidades para surgirem algumas empresas, dialogando com os jovens para que sejam também factores de mudança, “para não ficarem à espera de trabalho fixo, mas para serem empreendedores”.

 

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