Morna, nôs alma, nôs morabeza

12/08/2014 00:02 - Modificado em 12/08/2014 00:31
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homenagem á mornaA merecida homenagem à morna, nôs alma, nôs morabeza na trigésima edição do Festival de Música da Baía das Gatas mereceu o reconhecimento do público.

A morna faz parte realmente do povo cabo-verdiano; é o público quem o diz. O tributo à morna revela mais uma prova que a morna está presente no sangue dos cabo-verdianos. O NN abordou várias pessoas de idades diferentes para saber a opinião delas acerca da homenagem à morna e pudemos constatar que a morna não faz parte apenas da realidade dos mais antigos, mas também dos mais jovens.

Suelene Janice, é uma jovem emigrante que reside em França e mostra-se bastante satisfeita com a homenagem à morna e diz que sendo uma homenagem à morna não descarta outros géneros de música, deveria haver mais artistas a cantar a morna. Suelene diz que cresceu ouvindo mornas e que o seu pai, que é músico, também adora ouvir, cantar e tocar a morna. A mesma reconhece que “a morna sempre fez e continua a fazer parte do povo cabo-verdiano e que a homenagem é merecida pelo que a morna é o ingrediente principal da cultura cabo-verdiana”.

Crisanto de 32 anos resume a sua opinião desta forma: “Não há maneira mais sublime de recordar os nossos grandes compositores que fizeram parte da cultura cabo-verdiana através das belíssimas mornas, excelente ideia”.
Ilídio Cardoso diz que a morna merecia há muito tempo este tributo e avança que a ideia deveria ser alargada a outros géneros musicais que também merecem ser homenageados noutras situações.

Cizaltina Mendes, 52 anos é uma senhora muito animada e diz que a homenagem à morna foi uma das ideias mais brilhantes que a organização do festival já teve até agora e dá os parabéns a quem teve a iniciativa de brindar a Baía das Gatas com as mais lindas mornas e termina cantando a morna “Lua nha testemunha” escrito pelo compositor B.Leza :
“Bô ca ta pensâ nha cretcheu, Nen bo ca t´imajinâ, ´lonj di m tem sofridu. Perguntâ lua na séu lua nha companhêra di solidão”.

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