Homenagem à morna: o meio – tom de Bléza na revolução da morna

7/08/2014 07:53 - Modificado em 7/08/2014 07:53

BelézaFrancisco Xavier da Cruz, conhecido por Beléza foi e é um dos maiores vultos da cultura cabo-verdiana. Também foi quem revolucionou a morna com a introdução do chamado meio-tom. Para Voginha, Beléza é o principal codificador devido à introdução do meio-tom que revolucionou a morna.

 

Francisco Xavier da Cruz (B.Léza ou Beléza) nasceu no dia 3 de Dezembro de 1905 no Mindelo e morreu a 14 de Junho de 1958.

B.Léza é um dos maiores nomes da música cabo-verdiana e um grande vulto da nossa Cultura. O seu estilo e a sua obra, que começaram a ter sucesso na década de 1950, marcaram a música de Cabo Verde nos vinte anos seguintes.

Foi o primeiro compositor a sistematizar os famosos ‘meios-tons’ (acordes de passagem), como também os acordes modulativos e os seus textos ‘mornisticos’ são uma inspirada referência poética.

As mornas ‘Talvez’, Eclipse’, ‘Resposta de segredo cu mar’, ‘Isolada’, ‘Miss Perfumado, ‘ Mar azul’, ‘Noite di Mindelo’, ‘Terra Longe’, ‘Lua nha testemunha’, para citar algumas, constituem um tesouro eterno não só nacional mas também internacional, como já foi evidenciado em muitas partes do mundo.

Para Voginha, intérprete, compositor e produtor musical, Beléza e Eugénio Tavares foram os dois codificadores da morna e tem grande admiração por estas duas figuras. Voginha considera Beléza como o principal codificador devido à introdução do meio-tom que revolucionou a morna. Para ele, Manuel d’Novas foi quem consolidou a morna. Voginha diz que é frustrante, os jovens não se interessarem pela morna e nem sequer conhecem a origem desse género musical que caracteriza o cabo-verdiano.

Francisco Sequeira, sonotécnica da RCV considera Beléza como um dos melhores compositores da morna cabo-verdiana. Para ele, Beléza e Eugénio Tavares tinham uma admiração mútua e conseguiram elevar a morna para o top dos top. Sequeira  diz que os jovens interessam-se pela morna, que deveria ser retomada em festas como antigamente e que somente não é dançada, mas é muito escutada pelos jovens.

Neu Lopes, jornalista cultural, considera Beléza como um dos maiores da morna de Cabo Verde.

 

 

 

  1. João Carlos Estêvão

    B.Léza não existe, mas sim Beleza. Nos tempos idos com grande movimento na baia do Porto Grande S.Vicente por vários navios, claro que dessas variedades haviam brasileiros. E durante uma tocatina, e sendo o Francisco Xavier um exímio tocador de violão, o que impressionou os brasileiros, que por entre eles apareceu a expressão Beleza, isso admirando o dote do artista. Daí a alcunha ao Beleza. Espero que a definição seja retificada pelo o original.

  2. Djê Guebara

    Os grandes nunca morrem: Recordar os nossos grandes compositores è reviver a nossa mùsica,nossa cultura que jamais morrerà. B’ Leza, Èugenio Tavares,Ti Gôi, e os outro mais.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.