Navio John Miller: Fantasma de derramamento de combustível paira no ar

5/08/2014 07:25 - Modificado em 5/08/2014 07:25
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destroços jhon millerContinuam os trabalhos no navio John Miller para apurar o que aconteceu e, ao mesmo tempo, para resgatar o navio. Uma equipa da Galp Portugal é esperada na ilha da Boavista para ajudar a equipa técnica da Enacol e do IMP na operação de resgate do navio e também vai ajudar a saber as causas do afundamento.

Os responsáveis estão a trabalhar para recuperarem toneladas de gás butano e cerca de oito toneladas de combustível, para consumo do navio. E a experiência da equipa da Galp nestas situações será uma mais-valia para a resolução do problema.

A questão que ainda se coloca é sobre a possibilidade de derramamento de combustível no mar. A RCV noticia que já se verifica a presença de algum combustível no mar do próprio navio, mas não do que estava a ser transportado.

Em entrevista à RCV, o Director-geral do Meio Ambiente, Moisés Borges, explica que seria um sério problema se chegasse a acontecer o quadro que se tenta evitar, já que o acidente ocorreu numa “zona sensível” a nível ambiental. Mas avança um diálogo com a Enacol e acredita que a empresa tem os equipamentos necessários para fazer a contenção no caso de se vir a verificar um derrame. “O que se impõe é introduzir dispositivos no ambiente marinho de forma a evitar a expansão deste combustível para fora da área. Em caso de acidente, é tentar recolher ao máximo o material do mar de forma a evitar a contaminação”, explica Moisés Borges. Para além das tartarugas marinhas, há um conjunto de outras espécies que procuram ou habitam na ilha “que é de muita importância do ponto de vista ecológico”.

Os prejuízos do acidente estão contabilizados em cerca de oito mil contos.

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