Familiares do homem esmagado por um contentor pedem justiça: A familia está a ser esmagada

1/08/2014 01:42 - Modificado em 1/08/2014 01:42

Contentor em cima de um camiãoFamiliares e amigos de Paulo Duarte, o homem que foi esmagado por um contentor na Rotunda de Chã de Cemitério em 2010 estão revoltados. O irmão da vítima, Adilson Duarte, em representação dos familiares e amigos disse ao NN que ainda não tem resposta do Tribunal sobre a indemnização que a família ficou por receber e que eles estão a ser esmagados aos poucos. Adilson fala ainda em fazer justiça com as próprias mãos.

 

Paulo Duarte era o chefe de família e era ele quem gerava o sustento da família e, de acordo com o irmão, “essa família está a ser esmagada lentamente por todas as consequências e desgraças. Está desestruturada, a mulher é deficiente motora, anda com duas muletas e não consegue gerar grandes recursos para a casa”. Por isso, os familiares que há quatro anos esperam por justiça sentem-se revoltados.

Desde a morte do irmão, Adilson Duarte já fez contactos judiciais, pessoais, diplomáticos e com instituições que estavam envolvidas no acidente mas, “até hoje, ninguém apareceu como responsável, o Estado de Cabo Verde não apresentou nenhum responsável”.

Houve um processo-crime, mas não foram apuradas as causas do acidente e ninguém foi culpado. “O condutor ficou inocentado”, mas em Tribunal ficou por dar uma indemnização de duzentos contos à família. Mas  “nunca deu nenhuma satisfação”.

A família ficou por receber uma indemnização do Estado de Cabo Verde, mas o processo está parado. Já foi pedido ao advogado para agilizar o processo, pois, “não é para pensarem que o processo é um manancial de papel que está em cima da mesa num gabinete do Tribunal, é a vida da família e vamos lutar”.

O INPS também ficou por dar uma indemnização de mais de oitenta contos aos familiares da vítima: “não eram casados mas, de acordo com a sentença em Tribunal, teriam de dar uma indemnização a partir da data do acidente”. Porém, Adilson adianta que a revolta não é pelo valor monetário em si mas pela postura do Estado de Cabo Verde, representado pelo INPS. “Não fazem nada com essa família que  está a ser prejudicada todos os dias, lentamente”, sublinha Adilson que afirma que se era um assunto que conseguiria resolver, já o teria resolvido, por isso, pede às autoridades competentes que façam alguma coisa.

Adilson, revoltado, fala em fazer justiça com as próprias mãos: “da mesma forma que o meu irmão foi esmagado e não está a aparecer um responsável,  eu também faço justiça com as minhas próprias mãos “. Por isso diz que  está disposto a ir até às últimas consequências para resolver o problema da família.

O irmão do malogrado pede justiça para “um homem sério que estava a caminho do trabalho, para um homem honesto”. Adilson acrescenta que, pelo menos, o sustento da família de Paulo Duarte passe a ser garantido para “o sustento e educação dos menores que ficaram. O Estado tem de dar tranquilidade a essa família”.

Adilson Duarte considerava o irmão uma pessoa cheia de alegria: “onde chegava, extravasava e contaminava todos com a sua alegria. Era um homem doce, valoroso”.

 

Acidente

No dia 29 de Julho de 2010, por volta das 14 horas, um contentor caiu de um camião atrelado e esmagou Paulo Ramos Duarte, 47 anos, morador em Monte Sossego e funcionário da ENAPOR que, naquele momento, passava pelos lados da Rotunda de Chã de Cemitério diante da Fábrica Favorita, em São Vicente. Tudo terá acontecido no momento em que o condutor contornava a rotunda um pouco inclinada no sentido Chã de Cemitério – cidade do Mindelo. O contentor caiu e levou a cabine juntamente com ele. O transporte pertencia à empresa de aluguer de máquinas Armindo Silva.

  1. esquiiiiiiiiiiiiiiii

    E o seguro da Viatura? Este têm o dever de pagar!!!!! Caso a viatura estivesse segura!!!

  2. edmar

    tem ter responsaveis porque sot cre esquece um q passa enquant esse familia te fca te passa necessidade se era um cuitot jal tava ne cadeia ma como e um empresa sot te tenta combril sim porque empresa q culpot antes dum corre circula qualquer carga deve tem um visturia pe segura te esse carga q te ser um prigo pe pedestre esse sistema dnos te trabaia rapidez dum tartaruga pa , ma tut ne mom DEUS ..

  3. Djon

    A justiça em Cabo Verde não vai bem. Primeiro, porque que o código penal precisa de ser alterado mas o Parlamento não diz nada neste sentido. Segundo, os prórpios juízes protegem algumas pessoas. O caso “burla INPS” foi mais uma prova da incapacidade dos nossos juizes. Um médico que deu ao INPS um prejuízo de 70 mil contos foi condenado a 4 anos de pena suspenso e mais nada. O julgamento não foi bem feito e o caso merece outras investigações.

  4. CARLOS

    Meu Deus. Tantos anos passados, e eu que “quase” assisti ao acidente, pois ainda senti -lhe o cheiro, admiro que a família do malogrado ainda esteja á espera de uma MAGRA indemnização, pois nada pagaria a vida do homem, chefe de família, que regressava a casa após um turno de trabalho.
    Há o INPS, a companhia seguradora do camião, a empresa ENAPOR para a qual trabalhava, e o próprio governo e camara municipal, por terem permitido a construção de uma rotunda em plano muito inclinado e com curva muito fechada. Aliás, o técnico da camara que fez a rotunda, deveria também, ser envolvido no plano de indeminizações. Além de ser curto de mentalidade, não tem dado provas até hoje, de competência no serviço. É o que dá estarmos entregues à bicharada. Esse incompetente já fechou um sentido de uma rua de 8 metros (MATADOURO VELHO), enquanto outras de 5 metros e meio continuam a ter dois sentidos. Coisa de LOUCO?

  5. Neusa Duarte

    A justiça em Cabo Verde só funciona para alguns?
    Como seria se fosse ao contrário?

  6. Fingaz

    Eu tive o prazer de conhecer o rapaz, por acaso, um individuo muito porreiro, amável e alegre. Com tanto f d p por ai, vai acontecer um azar destes justo a ele. E ainda dizem que deus existe……

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