Porta-voz da ONU chora ao falar à Al Jazeera sobre direitos dos palestinos

31/07/2014 08:39 - Modificado em 31/07/2014 08:39
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onu2O porta-voz da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, Chris Gunness, chorou nesta quarta-feira (30) ao dar uma entrevista para a rede de TV catariana Al Jazeera sobre os recentes confrontos entre Israel e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

“Os direitos dos palestinos, inclusive das suas crianças, estão sendo negados…”, afirmava, quando parou de falar para conter a emoção. Em seguida, Gunness começa a chorar e é amparado por uma pessoa que estava por trás das câmeras.

Segundo a revista Time, Gunness comentava sobre um ataque a uma escola da ONU realizado nesta quarta-feira (30) em Jabaliya e que deixou, pelo menos, 20 mortos.

Desabafo no Twitter

Após o ataque, Gunness já havia desabafo no seu perfil pessoal no Twitter sobre a questão dos refugiados de Gaza. “Houve múltiplas mortes e ferimentos de civis, incluindo mulheres e crianças e os seguranças da UNRWA que tentavam proteger o local. Essas eram pessoas que foram instruídas a deixar suas casas pelo exército de Israel.

A localização precisa da Escola Elementar de Garotas Jabalia em Gaza, e a informação de que ela abrigada 3 mil refugiados, foi comunicada ao exército israelense 17 vezes”, escreveu ele em uma série de mensagens.

Duas horas mais tarde, na manhã desta quarta-feira no horário do Brasil (tarde no Oriente Médio), Gunness afirmou em seu Twitter que havia 204.166 pessoas refugiadas em 85 abrigos da UNRWA na Faixa de Gaza.

Seis horas depois, ele atualizou a informação, também pelo Twitter. “A UNRWA de Gaza abriu um novo abrigo no sul, então agora há 86 [locais] abrigando 219.657 pessoas, a população média por abrigo é de 2.554”, disse ele, antes de anunciar que a questão dos refugiados palestinos está deixando a ONU no limite de sua capacidade: “A UNRWA está sobrecarregada em Gaza, chegamos a um ponto limite, nossa equipe está snedo morta, nossos abrigos abarrotados. Onde vamos parar?”

Números do conflito

Segundo dados provisórios, 1.296 palestinos morreram desde o início do conflito, no dia 8 de julho. Já são mais de 7.200 feridos. Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

globo.com.br

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